Cálculos volumosos de uretra prostática: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n4-137Keywords:
uretra prostática, cálculo prostático, calcificação prostática, fístula reto-prostáticaAbstract
Introdução: Os cálculos uretrais correspondem a 1-2% dos cálculos de trato geniturinário. Etiologicamente, dividem-se em primários/autóctones ou secundários/migrantes, com características intrínsecas no que diz respeito à quantidade, tamanho e composição mineral. Sua importância deve-se ao comprometimento da qualidade de vida dos acometidos, além da suscetibilidade a longo prazo para o desenvolvimento de IRA pós-renal, fístula uretral e até mesmo a ocupação de toda a uretra prostática. Objetivo: Por ocasião de um paciente com um cálculo de grandes dimensões na uretra prostática, realizar uma revisão bibliográfica sobre a epidemiologia, classificação, etiologia, diagnóstico, tratamento e prognóstico. Método: Revisão sistemática e integrada de artigos publicados e indexados do PubMed, Scielo e Lilacs. Resultados: Embora apresente em sua maioria curso assintomático, os pacientes estão sujeitos a sintomas como dor perineal e/ou peniana, disúria, polaciúria, diminuição do fluxo urinário ou retenção urinária aguda, gotejamento ou incontinência, hematúria e secreção uretral. Entre os fatores predisponentes destacam-se as alterações anatômicas da uretra, principalmente a estenose, assim como doenças vesicais e, talvez, a principal delas seja a bexiga neurogênica, sendo que cálculos vesicais podem também estar associados. O tratamento depende do seu tamanho e doenças/anomalias associadas. Discute-se os vários tratamentos para a resolução do cálculo: uretrolitotripsia com diferentes fontes de energia (laser, eletro hidráulica, ultrassônica), laparoscópica e retirada total ou fragmentação do cálculo e cirurgia aberta. Conclusão: Cálculos volumosos da uretra prostática são raros e geralmente associados a doenças ou anomalias do sistema gênito urinário. Tais cálculos podem estar associados a sintomas do trato urinário inferior, infecções do trato urinário e insuficiência renal pós renal. O tratamento deve ser personalizado e preferencialmente o menos invasivo possível.
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