Redução da progressão do Diabetes Tipo 1 e manutenção da função das células beta pancreáticas com uso de anticorpo monoclonal anti-CD3

Authors

  • Vitória de Cássia Salomé Silva
  • Melissa Jones Figueiredo Carvalho
  • Gabriela Lemos Silva
  • Luiz Henrique Cecílio de Oliveira
  • Miguel Graciano Assis

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv7n4-069

Keywords:

Diabetes Tipo 1, células beta pancreáticas, anticorpos monoclonais, Anti-CD3, Teplizumab, progressão da doença e imunomodulação

Abstract

Introdução: O diagnóstico de diabetes mellitus tipo 1 combina sintomas e níveis elevados de glicose em jejum, apresentando desafios para o manejo eficaz. Imunomoduladores como OKT3 (Muromonab-CD3) e Teplizumab, aprovado pelo FDA, suprimem a resposta autoimune, enquanto Verapamil, GABA, TUDCA e Volagidemab protegem e promovem a proliferação das células beta. Tecnologias modernas e biomarcadores, como o peptídeo C estimulado, são utilizados para monitorar a função pancreática e avaliar desfechos terapêuticos. Globalmente, a DM1 afeta 10% dos 463 milhões de pessoas com diabetes. Novos tratamentos focam na proteção das células pancreáticas e no uso de medicamentos da DM2, mas ainda não são aprovados pela FDA. Objetivo: O objetivo foi analisar o impacto da redução da progressão do diabetes tipo 1 e manutenção das células beta com anticorpo monoclonal anti-CD3 .  Metodologia: A metodologia incluiu uma revisão integrativa com buscas sistemáticas nas bases MEDLINE e SciELO, utilizando descritores específicos, focando em estudos originais de 2019-2023 sobre anticorpos monoclonais anti-CD3 e diabetes tipo 1.  Resultados: O Teplizumab, um anticorpo monoclonal CD-3 aprovado pelo FDA, mostrou-se eficaz na supressão da resposta autoimune em pacientes com diabetes tipo 1, diminuindo a necessidade de insulina diária. Além disso, Verapamil, GABA e TUDCA demonstraram potencial para proteger e proliferar células beta pancreáticas. A medicação Volagidemab, ao antagonizar o receptor de glucagon, favoreceu a regeneração das células beta. O modelo de análise de covariância (ANCOVA) indicou que, embora Teplizumab reduza significativamente a necessidade de insulina, não foram observadas diferenças significativas em desfechos secundários entre Teplizumab e placebo.   Discussão: A diabetes mellitus tipo 1 (DM1) envolve uma complexa gama de complicações e uma gestão rigorosa é crucial para evitar resultados adversos graves. Ramos et al. (2023) demonstraram que Teplizumab pode aumentar os níveis de peptídeo C, sugerindo uma menor destruição das células beta, embora Kroger (2021) ressalte a falta de evidências conclusivas sobre a prevenção completa dessa destruição. O impacto crescente da DM1, conforme Ajmal et al. (2023), destaca a necessidade de novas terapias que preservem as células beta, como Teplizumab, Verapamil e GABA. O manejo clínico eficaz exige diagnóstico precoce e adesão a tratamentos multidisciplinares e hábitos saudáveis, integrando novas tecnologias e prevenção para melhorar a qualidade de vida dos pacientes..  Conclusão: O artigo demonstra que os anticorpos monoclonais anti-CD3, como o teplizumabe, são promissores no tratamento do DM1 na fase pré-clínica, apesar dos riscos de reativação do vírus Epstein-Barr e depleção imunológica. Reforça a necessidade de protocolos para diagnóstico precoce e uma abordagem abrangente, incluindo mudanças de estilo de vida e novas tecnologias.

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Published

07/16/2024

How to Cite

SILVA, V. de C. S.; CARVALHO, M. J. F.; SILVA, G. L.; OLIVEIRA, L. H. C. de; ASSIS, M. G. Redução da progressão do Diabetes Tipo 1 e manutenção da função das células beta pancreáticas com uso de anticorpo monoclonal anti-CD3. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 7, n. 4, p. e71240, 2024. DOI: 10.34119/bjhrv7n4-069. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/71240. Acesso em: 18 oct. 2026.

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Original Papers