Fatores envolvidos na infecção de derivação ventriculoperitoneal: uma revisão integrativa
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n4-058Keywords:
derivação ventriculoperitoneal, infecção, neurocirurgiaAbstract
Introdução: A derivação ventriculoperitoneal (DVP) é o método mais utilizado para o tratamento de hidrocefalia, entretanto, pode implicar em uma série de consequências, sendo a infecção a mais comum e menos desejada, estando associada a uma taxa significativa de morbimortalidade. Na literatura discute-se os possíveis fatores envolvidos na infecção da DVP. Objetivos: Avaliar os fatores envolvidos na infecção de DVP e a existência de fatores de risco associados. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa na base de dados PUBMED utilizando os descritores “INFECTION AND VENTRICULOPERITONEAL SHUNT’’ para artigos publicados entre 2019 e 2024. Resultados: A DVP é um procedimento cirúrgico muito utilizado frente a anomalias congênitas (40,5%), hidrocefalia obstrutiva (20%) e outra manifestações como AVC, tumores e meningites. Contudo, o procedimento pode culminar em diferentes complicações como infecção e mau funcionamento do shunt. Estudos retrospectivos mostram que a variação da prevalência da infecção pós DVP pode variar de 1 até 20%, a grande variação leva inúmeros pesquisadores a buscarem entender se a equipe e o ambiente cirúrgico podem estar envolvidos. Medidas protocolares empregadas a fim de diminuir as taxas de infecção são extremamente significativas, modificando as taxas de forma positiva após suas implantações 8,8-5,6% e 3,5-1,9%. Conclusão: A DVP é o procedimento mais comum da neurocirurgia pediátrica, tendo a infecção como sua complicação mais comum, a febre é o sinal clínico mais encontrado, seguido de vômitos e alterações inflamatórias. Medidas como limitar o tempo operatório e limitar o pessoal da sala de cirurgia demonstraram ser eficazes na prevenção contra infecção.
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