Molusco contagioso - uma revisão abrangente sobre etiologia, epidemiologia, manifestações clínicas, investigação diagnóstica e tratamento
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n4-026Keywords:
molusco contagioso, diagnóstico, epidemiologia, etiologia, tratamentoAbstract
O molusco contagioso (MC) é uma infecção cutânea causada pelo vírus do MC, pertencente à família Poxviridae. Este vírus afeta principalmente crianças, mas pode ocorrer em adultos, especialmente aqueles com sistema imunológico comprometido. A transmissão ocorre por contato direto com lesões de pele infectadas ou indiretamente através de objetos contaminados, como toalhas e roupas. Epidemiologicamente, a doença é mais comum em climas tropicais e subtropicais, onde a umidade facilita a proliferação do vírus. Além disso, atividades que envolvem contato pele a pele, como esportes, podem aumentar o risco de infecção. Em adultos, a transmissão sexual é uma via significativa, especialmente em indivíduos com múltiplos parceiros sexuais. Clinicamente, o MC se manifesta por meio de pequenas pápulas brilhantes e indolores, geralmente com uma depressão central. Essas lesões podem surgir em qualquer parte do corpo, embora sejam mais comuns no tronco, membros e área genital. Para o diagnóstico, a observação clínica das lesões é geralmente suficiente devido às características distintivas das pápulas. No entanto, em casos de dúvida, a confirmação pode ser feita por biópsia ou citologia, onde a presença de corpos de inclusão eosinofílicos no citoplasma das células epidérmicas, conhecidos como corpos de molusco, é patognomônica. O tratamento pode variar dependendo da gravidade e do número de lesões. Em muitos casos, a infecção é autolimitada e as lesões resolvem espontaneamente em meses a anos. Contudo, opções terapêuticas incluem a crioterapia, curetagem, laser ou aplicação de agentes tópicos como o ácido salicílico e a cantaridina. Em pacientes imunocomprometidos, o tratamento pode ser mais desafiador e pode requerer terapias mais agressivas para prevenir a disseminação e complicações. Por fim, sua gestão envolve uma combinação de diagnóstico clínico e, quando necessário, intervenções terapêuticas específicas para acelerar a resolução das lesões e prevenir a disseminação da infecção.
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