A Febre Oropouche como diagnóstico diferencial entre demais arboviroses
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n3-506Keywords:
Febre Oropouche, infecções por Bunyaviridae, arboviroses, infecções por arbovírus, diagnóstico diferencial, doenças transmissíveis emergentesAbstract
Introdução: a crescente preocupação com doenças emergentes, causadas por patógenos virais humanos, especialmente as arboviroses como Dengue, Zika e Chikungunya, tem destacado o papel crítico do vírus Oropouche (OROV) como diagnóstico diferencial, devido a sua propensão de desencadear epidemias, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. Embora seja a segunda arbovirose mais prevalente no Brasil, logo atrás da Dengue, estudos existentes sobre o OROV são escassos até o momento atual. Objetivo: destacar a Febre Oropouche como um importante diagnóstico diferencial entre as demais arboviroses e salientar a necessidade de conduzir novos estudos na vigilância e no controle desta doença emergente. Metodologia: revisão integrativa da literatura, utilizando-se as bases de dados PubMed, Scielo e Lilacs. Os critérios de inclusão foram artigos originais produzidos nos últimos 10 anos abrangendo à epidemiologia, fisiopatologia, manifestações clínicas, diagnóstico e manejo das arboviroses, incluindo a Febre Oropouche. Discussão: as arboviroses constituem uma importante questão de saúde pública pela sua rápida propagação, presença disseminada de vetores e ausência de terapias definitivas. A complexidade da Febre Oropouche como um diagnóstico diferencial entre Dengue, Zika e Chikungunya cria uma camada adicional de desafio ao controle e tratamento de tais enfermidades. Conclusão: a Febre Oropouche representa um desafio de suma importância para a saúde pública, exigindo uma abordagem multidisciplinar para prevenção, diagnóstico e controle. O desenvolvimento de novos estudos em busca de uma compreensão aprofundada desta arbovirose é imprescindível para o investimento em vacinas e medidas preventivas para controlar sua disseminação.
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