Panorama da Cardiopatia Reumática em mulheres no Brasil entre os anos de 2013 a 2023
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n3-321Keywords:
cardiopatia reumática, febre reumática, saúde das mulheresAbstract
Introdução: A cardiopatia reumática sobrecarrega o sistema cardiovascular e representa um problema de saúde pública relevante. O cenário brasileiro enfrenta um obstáculo crucial: a escassez de estudos epidemiológicos que explorem a cardiopatia reumática em mulheres. Essa lacuna de conhecimento limita a compreensão da progressão da doença e impede o desenvolvimento de estratégias eficazes de manejo e prevenção. Objetivo: Avaliar o perfil epidemiológico da cardiopatia reumática em mulheres no Brasil nos últimos 10 anos. Métodos: Estudo ecológico transversal, analisando taxas de mortalidade, internações e custos associados à cardiopatia reumática em mulheres, no território brasileiro, no período de 2013 a 2023, por meio de bases de dados secundários: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e TABNET/DATASUS. Resultados: A quantidade de internações de mulheres com cardiopatia reumática, no período analisado, foi 25,43% maior em comparação com os homens. A região sudeste obteve o maior número de internações (19.782) e a região norte a menor (2.081). Notou-se maiores investimentos no Sudeste (R$243.091.381,85). Quanto à taxa de mortalidade, destacaram-se os valores mais elevados na região Sul (10,75/100 habitantes) e Norte (9,56/100 habitantes), enquanto o Nordeste apresentou o menor índice (6,34/100 habitantes). Conclusão: o estudo mostrou que internações por cardiopatia reumática em mulheres brasileiras tiveram um aumento preocupante ao longo dos anos, ressaltando a importância de investir em pesquisas e intervenções para controlar a progressão desta doença e os gastos gerados por ela.
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