Colecistite Aguda - aspectos epidemiológicos, fisiopatológicos e manejo terapêutico

Authors

  • Everhton Paulo de Freitas Primo
  • Mayara Victória de Sousa Silva
  • Luana Dias Mendes
  • Christopher Barros Niederauer
  • Pedro Simões Daher
  • Rayana Viegas Oliveira
  • Luiza Lenzi
  • Francisco Carlos Moraes Souza Filho
  • Priscila Albuquerque do Nascimento

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv7n3-177

Keywords:

vesícula biliar, dor abdominal, colecistite, fatores de risco, diagnóstico, tratamento

Abstract

A colecistite aguda (CA) é uma condição inflamatória da vesícula biliar, comumente desencadeada pela obstrução do ducto cístico por cálculos biliares. Representando cerca de 20% da população mundial, a CA é uma das principais causas de atendimento em serviços de urgência, afetando de 3% a 10% dos pacientes com dor abdominal aguda. A prevalência de cálculos biliares nos países desenvolvidos atinge 10% dos adultos e 20% dos indivíduos com mais de 65 anos, gerando um impacto socioeconômico significativo nos sistemas de saúde, estimado em mais de dez bilhões de dólares anualmente nos Estados Unidos. Mulheres, pacientes obesos, gestantes e aqueles que sofrem de condições como doença falciforme têm maior risco de desenvolver CA. A fisiopatologia envolve a oclusão do ducto cístico ou mau funcionamento da drenagem da vesícula biliar, levando à formação de cálculos, estase biliar e inflamação. Além dos cálculos biliares de colesterol, existem os de pigmentação preta e marrom, associados a diferentes condições patológicas. Os sintomas típicos incluem dor abdominal no quadrante superior direito, náuseas, vômitos, febre baixa e indigestão. O diagnóstico baseia-se na anamnese, exame físico, exames laboratoriais e de imagem, como ultrassonografia e tomografia computadorizada. O tratamento varia de acordo com a gravidade da doença, indo desde medidas de suporte como jejum, hidratação e analgesia, até intervenções cirúrgicas como colecistectomia laparoscópica. A antibioticoterapia é empregada conforme necessário, especialmente em casos complicados. A drenagem percutânea é uma alternativa em pacientes com contraindicações para cirurgia, porém, a colecistectomia laparoscópica é o padrão ouro, oferecendo recuperação mais rápida e menor incidência de complicações.

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Published

05/27/2024

How to Cite

PRIMO, E. P. de F.; SILVA, M. V. de S.; MENDES, L. D.; NIEDERAUER, C. B.; DAHER, P. S.; OLIVEIRA, R. V.; LENZI, L.; SOUZA FILHO, F. C. M.; NASCIMENTO, P. A. do. Colecistite Aguda - aspectos epidemiológicos, fisiopatológicos e manejo terapêutico. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 7, n. 3, p. e69983 , 2024. DOI: 10.34119/bjhrv7n3-177. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/69983. Acesso em: 17 oct. 2026.

Issue

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Original Papers