O sequestro da feminilidade: desafios de ser mulher na Polícia Militar, em face do assédio sexual

Authors

  • Cristina Martins de Camargo

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv7n3-171

Keywords:

polícia feminina, assédio sexual, Polícia Militar, feminilidade, gênero

Abstract

O assédio sexual tem sido um tema discutido com muita pontualidade. Esse crime ocorre em todas as esferas, porém, alcança contornos bem peculiares nas instituições militares, pois além do conceito de obediência, inerente à disciplina e à hierarquia que são os pilares do militarismo, há toda a carga sociocultural referente à submissão, inferiorização e à violência contra as mulheres, fazendo com que a proporção da conduta seja diferenciada. A presença feminina na Polícia Militar do Paraná (PMPR), por exemplo, é fenômeno relativamente recente (1977) e, desde então, os desafios para as militares dentro da caserna são uma constante, haja vista a construção social das diferenças de gênero, em que as mulheres são a minoria e, (ainda) são vistas e consideradas inferiores. Desta forma, as policiais militares, protagonistas deste trabalho, merecem atenção especial pois são, ao longo de suas trajetórias profissionais, vítimas de violências, principalmente o assédio sexual. Sendo assim, o estudo em tela tem como objetivo analisar os motivos e as circunstâncias em que ocorrem, deliberadamente, ou não, o controle e/ou a anulação da feminilidade e da subjetividade feminina, como mecanismos de autodefesa das militares, contra o assédio sexual; conduta esta, criminosa, estrutural e culturalmente normalizada em âmbito preeminentemente masculino.

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Published

05/23/2024

How to Cite

CAMARGO, C. M. de. O sequestro da feminilidade: desafios de ser mulher na Polícia Militar, em face do assédio sexual. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 7, n. 3, p. e69923, 2024. DOI: 10.34119/bjhrv7n3-171. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/69923. Acesso em: 23 oct. 2026.

Issue

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Original Papers