Perfil de agressores: stalking e as diversas tipologias de violência contra a mulher

Authors

  • Bruna Eduarda Sega
  • Camilia Susana Faler

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv7n2-373

Keywords:

perfil, ofensores, violência, stalking

Abstract

A violência contra a mulher é um fenômeno que atinge diversas esferas da sociedade e causa danos irreparáveis às vítimas, tal qual suas tipologias se reconfiguram de acordo com a mudança social e histórica. Todavia, pesquisas voltadas aos agressores que praticam tal crime ainda são escassas na literatura brasileira. O objetivo foi analisar o perfil sociodemográfico, familiar e psicossocial e tipos de violência contra a mulher praticados por homens, no município de Chapecó, Santa Catarina, Brasil, no ano de 2022 e as características dos ofensores que cometeram o crime de stalking. Trata-se de uma pesquisa de abordagem mista, cujo método é quantitativo e qualitativo, de tipo descritiva exploratória. Foi aplicada uma entrevista semiestruturada com 4 homens que cometeram algum tipo de violência contra a mulher. Além disso, foram coletados os dados secundários a partir de 698 Boletins de Ocorrência (B.O), vinculados ao Sistema Integrado de Segurança Pública (SISP), do ano de 2022, com acesso por meio do programa de Proteção à Mulher da Polícia Militar de Santa Catarina, Rede Catarina. Os resultados obtidos constaram que o perfil de agressores é predominantemente do sexo masculino, média de 37 anos de idade, solteiro e ex-companheiros da vítima. O tipo de violência mais praticada foi a psicológica (81,4%). O crime de stalking apresenta 4,9% e embora reconhecidamente novo da tipificação, tem sua incorrência e importância. A dependência emocional, a raiva, o ciúme e a posse estão ligados a violência contra a mulher e esse crime causa impactos a longo prazo para os agressores também.

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Published

04/15/2024

How to Cite

SEGA, B. E.; FALER, C. S. Perfil de agressores: stalking e as diversas tipologias de violência contra a mulher. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 7, n. 2, p. e68910, 2024. DOI: 10.34119/bjhrv7n2-373. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/68910. Acesso em: 18 oct. 2026.

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Original Papers