Hiperplasia prostática benigna - uma revisão abrangente sobre epidemiologia, fatores de risco, fisiopatologia, manifestações clínicas, diagnóstico, classificação e estadiamento, tratamento, perspectivas futuras e pesquisa em andamento

Authors

  • Arthur Vieira Barroco
  • Bernardo Tardin Fragoso Borges
  • Breno Paiva Lemos Galvão de França
  • Christopher Barros Niederauer
  • Lucas Ruela Salvarani Cabral
  • Mayara Carvalho Mateus
  • Matheus Oliveira dos Santos
  • Júlia Carvalho de Paulo
  • Vassiliki Emanuel Papadimitropoulos

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv7n2-332

Keywords:

hiperplasia prostática benigna, diagnóstico, epidemiologia, etiologia, tratamento

Abstract

A hiperplasia prostática benigna (HPB) é uma condição comum em homens mais velhos, afetando significativamente sua qualidade de vida. Sua prevalência aumenta com a idade, sendo mais comum após os 50 anos. Fatores de risco incluem idade avançada, histórico familiar e etnia, com homens afrodescendentes tendo maior probabilidade de desenvolver a condição. A fisiopatologia da HPB envolve o crescimento benigno da próstata, resultando em obstrução do fluxo urinário e sintomas irritativos e obstrutivos. Manifestações clínicas da HPB variam desde sintomas leves a graves, incluindo dificuldade em urinar, aumento da frequência urinária, noctúria e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga. A investigação clínica geralmente inclui a avaliação dos sintomas do paciente, exame físico e testes de função renal. O diagnóstico laboratorial pode envolver testes de urina, PSA (antígeno prostático específico) e estudos de imagem, como ultrassonografia e ressonância magnética. A classificação da HPB pode ser baseada na gravidade dos sintomas, usando escores como o IPSS (Índice Internacional de Sintomas Prostáticos). O estadiamento da doença pode ser determinado pela extensão da obstrução do trato urinário e pela presença de complicações. O tratamento farmacológico da HPB geralmente envolve o uso de alfa-bloqueadores e inibidores da 5-alfa-redutase para aliviar os sintomas e reduzir o tamanho da próstata. Em casos graves ou refratários, o tratamento cirúrgico, como a ressecção transuretral da próstata (RTUP) ou a prostatectomia aberta, pode ser necessário para remover o tecido prostático aumentado e restaurar o fluxo urinário adequado. Por fim, perspectivas futuras para o tratamento da HPB incluem o desenvolvimento de terapias mais direcionadas e menos invasivas, como a terapia com laser e embolização prostática. A pesquisa em andamento está explorando novos alvos moleculares e abordagens terapêuticas para melhorar os resultados e reduzir os efeitos colaterais do tratamento da HPB.

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Published

04/10/2024

How to Cite

BARROCO, A. V.; BORGES, B. T. F.; FRANÇA, B. P. L. G. de; NIEDERAUER, C. B.; CABRAL, L. R. S.; MATEUS , M. C.; SANTOS, M. O. dos; PAULO, J. C. de; PAPADIMITROPOULOS, V. E. Hiperplasia prostática benigna - uma revisão abrangente sobre epidemiologia, fatores de risco, fisiopatologia, manifestações clínicas, diagnóstico, classificação e estadiamento, tratamento, perspectivas futuras e pesquisa em andamento. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 7, n. 2, p. e68795, 2024. DOI: 10.34119/bjhrv7n2-332. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/68795. Acesso em: 23 oct. 2026.

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Original Papers