Perspectivas atuais sobre o uso de psilocibina no manejo da depressão resistente: revisão sistemática

Authors

  • Celina Rodrigues Maia Santos
  • João Gabriel de Almeida Sousa
  • Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas
  • Luís Felipe Sousa Figueiredo
  • Arianna Silva de Alencar
  • Rafaella Moreira Silva
  • Salomão Fernandes Arraes Leite
  • Dayane de Oliveira Martins Bringel
  • Nívea Prazeres Pinheiro
  • Rômulo Almeida Ribeiro
  • Rafael Pereira Boucinhas
  • Mayara Maia Oliveira
  • Isadora Fontenelle Carneiro de Castro
  • Andreza Moraes Silva
  • Giovana Matos Pereira
  • Tiago Moreira Gonçalves
  • Lorena Vitória Moreira de Sousa
  • Agesilau Coelho de Carvalho
  • Ayla Victoria da Fonseca Vaz
  • Klesio Serrão Mendes Filho
  • Thaise Bastos Ribeiro
  • Luiza Castro Mendes
  • Ana Leticia Araruna de Sousa Amorais
  • Fabrício Ryan de Sousa Silva
  • Vitor de Sousa Araújo
  • Ektor Kayã Magalhães de Melo
  • Joana Vitória Silva Sandes
  • Jeiciane Araújo Moita Pereira
  • Gladston de Oliveira Reis
  • Erisângela Araújo Travassos de Almeida
  • Josianny Liérgine Vasconcelos Fernandes Freitas
  • Felipe Manoel Moreira Lima Matias da Paz
  • Ana Júlia Silva Correia
  • Arthur Fernando Lacerda Borba de Arruda
  • Marialice Wanderley Bezerra de Lima
  • Ludmyla Nogueira da Silva

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv7n2-178

Keywords:

psilocibina, depressão resistente, eficácia, segurança, terapia psicodélica

Abstract

A depressão resistente ao tratamento é um desafio global, impactando negativamente a qualidade de vida dos pacientes. Nesse contexto, a psilocibina, um composto psicodélico presente em certos cogumelos, desperta interesse como possível intervenção terapêutica. Seu potencial para influenciar positivamente o humor e a cognição, através da ativação dos receptores de serotonina no cérebro, sugere uma nova abordagem no tratamento da depressão resistente. Este estudo busca analisar as perspectivas atuais sobre o uso da psilocibina nesse contexto, destacando a necessidade de mais pesquisas sobre seus efeitos e segurança para sua integração clínica. Este estudo, baseado em uma revisão sistemática da literatura científica, abrange o período de 2016 a 2024, utilizando as bases de dados PubMed (Medline), Cochrane Library e Scientific Electronic Library Online (SciELO). No primeiro estudo, os efeitos agudos da psilocibina foram detectáveis de 30 a 60 minutos após a administração, atingindo o pico em 2 a 3 horas e diminuindo após pelo menos 6 horas. A substância foi bem tolerada, com eventos adversos leves e transitórios. Houve uma redução significativa nos sintomas depressivos, ansiedade e anedonia após o tratamento com doses altas. O segundo estudo envolveu 233 participantes distribuídos em grupos de doses diferentes. Houve uma redução significativa nos sintomas depressivos após o tratamento, com doses mais altas apresentando uma diferença estatisticamente maior em comparação com a dose mais baixa e o grupo de controle. Eventos adversos, como dor de cabeça e náusea, foram comuns entre os participantes. O terceiro estudo abordou as perspectivas futuras para o tratamento com psilocibina para depressão resistente. Recomendações incluíram equilibrar o tempo dos pacientes e terapeutas, aumentar gradualmente a intensidade das sessões e integrar a terapia sustentada ao tratamento. O envolvimento de pacientes experientes e estudos naturalísticos adicionais foi destacado como importante para abordagens mais personalizadas. Em resumo, a psilocibina mostra potencial como tratamento para a depressão resistente, com redução significativa dos sintomas depressivos e boa tolerabilidade. No entanto, são necessárias mais pesquisas para confirmar sua eficácia e segurança, destacando a importância de estudos adicionais e ensaios clínicos controlados.

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Published

03/22/2024

How to Cite

SANTOS , C. R. M.; SOUSA, J. G. de A.; DANTAS, E. M. O. C.; FIGUEIREDO, L. F. S.; ALENCAR, A. S. de; SILVA, R. M.; LEITE, S. F. A.; BRINGEL, D. de O. M.; PINHEIRO, N. P.; RIBEIRO, R. A.; BOUCINHAS, R. P.; OLIVEIRA, M. M.; CASTRO, I. F. C. de; SILVA, A. M.; PEREIRA, G. M.; GONÇALVES, T. M.; SOUSA, L. V. M. de; CARVALHO, A. C. de; VAZ, A. V. da F.; MENDES FILHO, K. S.; RIBEIRO, T. B.; MENDES, L. C.; AMORAIS, A. L. A. de S.; SILVA, F. R. de S.; ARAÚJO, V. de S.; MELO, E. K. M. de; SANDES, J. V. S.; PEREIRA, J. A. M.; REIS, G. de O.; ALMEIDA, E. A. T. de; FREITAS, J. L. V. F.; PAZ, F. M. M. L. M. da; CORREIA, A. J. S.; ARRUDA, A. F. L. B. de; LIMA, M. W. B. de; SILVA, L. N. da. Perspectivas atuais sobre o uso de psilocibina no manejo da depressão resistente: revisão sistemática. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 7, n. 2, p. e68272, 2024. DOI: 10.34119/bjhrv7n2-178. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/68272. Acesso em: 19 oct. 2026.

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