Neuroinflamação na esclerose múltipla: mecanismos patogênicos e implicações terapêuticas - uma revisão bibliográfica
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n2-177Keywords:
esclerose múltipla, distúrbios neuroinflamatórios, doença autoimuneAbstract
INTRODUÇÃO: A esclerose múltipla (EM) é uma doença autoimune crônica do sistema nervoso central, com uma etiologia multifacetada envolvendo fatores genéticos, ambientais e imunológicos. A neuroinflamação desempenha um papel fundamental na patogênese da EM, contribuindo para a destruição da mielina e danos axonais. Nesse contexo, o objetivo desse estudo consiste em analisar o papel da neuroinflamação na condução do curso clínico da EM, analisando novas terapias e desafios a serem enfrentados. METODOLOGIA: Foi realizada uma revisão bibliográfica para examinar os mecanismos da neuroinflamação na EM e suas implicações terapêuticas. Incluímos estudos publicados entre 2010 e 2024, como originais, revisões sistemáticas, meta-análises e ensaios clínicos, que abordassem os mecanismos patogênicos da neuroinflamação na EM e suas implicações terapêuticas. Pesquisamos em bases como PubMed, Scopus e Web of Science, utilizando descritores cadastrados nessas bases. RESULTADOS E DISCUSSÕES: A heterogeneidade da resposta imunológica na EM, incluindo subtipos de células T, linfócitos B e microglia, influencia a eficácia terapêutica e a progressão da doença. Citocinas pró-inflamatórias, como TNF-α e IL-17, desempenham um papel central na neuroinflamação, enquanto a disfunção da barreira hematoencefálica amplifica a resposta inflamatória. Estratégias terapêuticas, como moduladores de células T, terapias biológicas e neuroprotetoras, estão sendo investigadas para controlar a neuroinflamação e preservar a integridade neuronal na EM. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A colaboração entre pesquisadores, clínicos e pacientes é essencial para avançar no entendimento e tratamento da EM. A pesquisa contínua e o desenvolvimento terapêutico são fundamentais para oferecer melhores opções de tratamento e qualidade de vida aos pacientes com EM.
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