A hiperinflamação pela linfohistiocitose hemofagocítica e o desenvolvimento da Covid-19: uma revisão na literatura
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n2-152Keywords:
citocina, Covid, linfohistiocitoseAbstract
O SARS - Cov-2 é um beta coronavírus, cujo potencial mutacional e transmissional o fez protagonizar a pandemia da COVID-19. Apesar de ocasionar predominantemente quadros assintomáticos ou com sintomas leves, surgem exceções em que a doença progride requisitando maiores medidas de intervenção. Nessas circunstâncias, a dificuldade de recuperação provém da incapacidade do sistema imune eliminar as células infectadas, além da sua estimulação desregulada, o que culmina em uma reação inflamatória exacerbada, a linfohistiocitose hemofagocítica. O objetivo do presente artigo é descrever a correlação do agravamento sistêmico da COVID- 19 devido a linfohistiocitose hemofagocítica e as suas implicações. Trata-se de uma revisão bibliográfica integrativa da literatura, a qual é embasada em artigos indexados produzidos entre os anos de 2019 a 2024, nos idiomas de inglês e espanhol, com o booleano AND para o cruzamento de descritores na plataforma Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). A linfohistiocitose hemofagocítica, manifestação clínica da tempestade de citocinas, apresenta-se tanto na forma primária quanto na secundária (adquirida). Está ligada à proliferação disruptiva dos leucócitos, de forma singular os linfócitos e macrófagos, acarretando a liberação de citocinas e mediadores químicos. Assim, delineia-se uma cascata de ações da defesa do sistema imune que, quando em excesso e desregulada, influenciam favorecendo o agravo do quadro de COVID, desdobrando um panorama de possibilidades de tratamentos imunomoduladores e de entendimentos do funcionamento da resposta inflamatória.
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