Perfil da demanda em uma unidade de estratégia de saúde da família
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n2-089Keywords:
organização e administração, necessidades e demandas de serviços de saúde, administração de serviços de saúdeAbstract
Introdução: As causas da busca por atendimentos na atenção básica são diversas, devido a esse fato, é imprescindível estudar e observar as principais necessidades da população, para que o serviço possa se reorganizar, e as intervenções possam ser realizadas com base em fundamentos científicos já evidenciados e consolidados. Objetivo: Este estudo teve como objetivo caracterizar a demanda que procura atendimento em uma unidade de Estratégia de Saúde da Família em município do interior paulista. Método: Trata-se de um estudo observacional, transversal e descritivo. Os dados foram obtidos através de relatório de atendimento individual, através do prontuário eletrônico do cidadão do sistema e-SUS, do período de abril de 2018 a abril de 2019. Os dados foram tabulados em planilha de excel e submetidos a uma análise descritiva. Resultados: Foram realizados no período estudado 17.783 atendimentos. Não foi observado a existência de uma diferença significativa da demanda entre os turnos matutino e vespertino, e a predominância foi do sexo feminino (63,2%). O público mais prevalente são adultos entre 20 a 39 anos, (29,89%), seguidos do intervalo de 40 a 59 anos (23%) e população com 60 anos ou mais (15,85%). Houve uma discrepância abundante entre os tipos de atendimentos, sendo as consultas eventuais (no dia) o total de 69,43%. Quase metade dos atendimentos dos profissionais que realizam a Classificação Internacional de Atenção Primária 2 são dedicados ao esclarecimento/discussão da consulta (45%), e quando se trata de Classificação Internacional de Doença 10 as nasofaringites aparecem como motivo prevalente. Conclusão: Conhecer a demanda é necessário para a avaliação de serviços e também para a orientação do trabalho em gerência, programação e planejamento em saúde.
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