Perfil clínico, funcional e de qualidade de vida de pacientes obstrutivos hospitalizados

Authors

  • Gabriel Cardoso Santos
  • Ione Carla dos Santos
  • Juarez Alexandre Oliveira Ferreira
  • Grazielle Batista dos Santos
  • Érika Ramos Silva

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv7n2-064

Keywords:

força muscular, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), doenças respiratórias, hospitalização

Abstract

Introdução: A Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é atualmente uma das maiores causas de morbidade e mortalidade em todo mundo, acarretando uma alta carga de gastos na saúde pública. Os pacientes com DPOC abrangem um grande grupo de distúrbios, como obstrução das pequenas vias aéreas, enfisema, bronquite crônica, dispneia e tosse com secreção. Portanto, a DPOC resulta em contínuos episódios de exacerbação aguda dos sintomas, requerendo hospitalização, que por sua vez, resulta em queda da funcionalidade e qualidade de vida, tornando-se assim, uma doença complexa. Objetivo: Compreender o perfil clínico, funcional e de qualidade de vida de pacientes DPOC hospitalizados. Métodos: Trata-se de uma pesquisa de caráter transversal. Foram avaliadas as limitações funcionais agravadas pelo período de internação entre 24h e 72h após a data de admissão hospitalar. Para a avaliação da força muscular periférica foi utilizado o instrumento de medida Medical Research Council (MRC), uma ferramenta avaliativa amplamente utilizada para diagnóstico clínico e funcional da força muscular. A qualidade de vida foi avaliada por meio do Questionário do Hospital Saint George na Doença Respiratória (SGRQ), específico para doenças obstrutivas, que aborda os aspectos relacionados a três domínios: sintomas, atividade e impactos psicossociais. E por fim, a funcionalidade foi avaliada por meio da escala de Medida de Independência Funcional (MIF), que avalia a capacidade funcional, independente do diagnóstico, gerando scores válidos de incapacidade. Resultados: Participaram do estudo 21 pacientes, sendo 61.9% do sexo feminino e 38.1% do sexo masculino. A idade média foi de 70.48±10.45 anos, com 100% dos pacientes tendo estilo de vida sedentário. Dos pacientes avaliados, 71.4% eram fumantes e 23.8% já fumaram, e em sua maioria, por mais de 30 anos (50%), tendo um maior percentual de uso no tipo de fumo artesanal (71.4%). Foi observado que os pacientes voluntários avaliados possuíam uma redução significativa na qualidade de vida (58%), na funcionalidade (94.10±32.21) e na força muscular total (46.95±8.45). Ao correlacionar as variáveis qualidade de vida, funcionalidade e força muscular, foi observado que existe correlação negativa moderada entre SGQR e MIF (r= -0,65; p= 0.00), indicando que são inversamente proporcionais, enquanto MIF e MRC possuem correlação fraca, positiva e diretamente proporcional (r= 0,52; p= 0.01). Também foi observado que não há correlação entre SGQR e MRC. Conclusão: Os pacientes DPOC internados apresentaram redução da qualidade de vida, funcionalidade e força muscular periférica. Esta realidade ressalta o perfil clínico destes pacientes, bem como a importância da intervenção fisioterapêutica precoce nesta condição clínica, sempre priorizando o ganho da funcionalidade, da força muscular e da qualidade de vida do paciente.

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Published

03/11/2024

How to Cite

SANTOS, G. C.; SANTOS, I. C. dos; FERREIRA, J. A. O.; SANTOS, G. B. dos; SILVA, Érika R. Perfil clínico, funcional e de qualidade de vida de pacientes obstrutivos hospitalizados. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 7, n. 2, p. e67940, 2024. DOI: 10.34119/bjhrv7n2-064. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/67940. Acesso em: 18 oct. 2026.

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