Impactos de longo prazo da cardite reumática em populações indígenas
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n2-044Keywords:
cardiopatia reumática, povos indígenas, iniquidades em saúde, Estreptococos pyogenesAbstract
Introdução: A cardite reumática (CR) é uma complicação da febre reumática (FR), que ocorre por reação cruzada ao Streptococcos pyogenes. Dada à alta taxa de infecções em populações vulneráveis, o número absoluto de CR é aumentado em relação à média. Populações indígenas possuem maior dificuldade de acesso à saúde e estão mais propensas a desfechos negativos. Objetivos: Identificar as disparidades e impactos de longo prazo da CR em populações indígenas. Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, com inclusão de artigos entre 2018 e 2023, nas línguas portuguesa e inglesa. Foram encontrados 166 artigos e, após análise, foram selecionados 11 que atendiam aos critérios de inclusão. Resultados: A FR possui alta incidência dentre populações indígenas e baixo grau de diagnóstico precoce, com consequente evolução para CR com lesão valvar. Dificuldade no letramento em saúde e isolamento dificultam o rastreio, prevenção e tratamento da FR. A incidência de CR grave com indicação de substituição valvar é mais alta entre jovens indígenas. Possuir CR diminui a expectativa de vida e aumenta as chances de infecções oportunistas. Na Bacia Amazônica há alto índice de CR e grande prevalência de doença periodontal, o que aumenta as chances de endocardite bacteriana. Conclusão: Os estudos realizados em populações nativas na Oceania demonstram inequidade no acometimento em populações indígenas. No Brasil é possível perceber altos índices de CR, FR e endocardite, sobretudo em regiões com menor renda, realçando a necessidade de maior investigação a fim de reduzir os agravos da CR.
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