Autoextermínio em adolescentes: reconhecendo sinais
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n2-034Keywords:
suicídio, adolescente, manifestações clínicasAbstract
Objetivos: Identificar os sinais de alerta para abordagem de adolescentes vítimas de autoextermínio. Metodologia: Revisão integrativa da literatura realizada nas bases de dados Biblioteca Virtual da Saúde (BVS), Google Acadêmico e PubMed, utilizando os descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Suicídio”, “Adolescente”, “Manifestações Clínicas” combinados entre si pelo operador booleano AND. Resultados: O autoextermínio em adolescentes, também conhecido como suicídio, configura-se como um problema de saúde pública de tamanha magnitude que exige atenção imediata e ações assertivas por parte da sociedade como um todo. Segundo a OMS, em 2019, o suicídio foi a quarta maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos no Brasil, evidenciando a necessidade de medidas eficazes de prevenção. Estudos demonstram que, para cada suicídio consumado, estima-se que existam entre 20 e 30 tentativas, o que significa que um número significativo de adolescentes está sofrendo em silêncio e necessita de ajuda urgente. A prevalência de ideação suicida em adolescentes brasileiros varia entre 12% e 16%, enquanto a prevalência de tentativas de suicídio varia entre 3% e 7%. As taxas de suicídio consumado, embora menores, ainda são alarmantes, com uma média de 8 óbitos por 100 mil habitantes entre jovens de 15 a 29 anos. O sexo masculino é o mais acometido por suicídio consumado, com uma taxa de mortalidade quase três vezes maior que a do sexo feminino. No entanto, as meninas apresentam maior prevalência de ideação e tentativa de suicídio, o que demonstra a necessidade de atenção especial a ambos os sexos. Em relação à faixa etária, os adolescentes entre 15 e 19 anos são os mais vulneráveis ao suicídio, o que reforça a importância de ações de prevenção e atenção nesse período crítico da vida. Na complexa teia que envolve o autoextermínio na adolescência, diversos fatores se entrelaçam, desde transtornos mentais até influências sociais e biológicas. Com isso, é crucial desvendar essa teia para identificar os sinais de alerta, tais quais incluem mudanças bruscas de comportamento, isolamento social e entre outras manifestações para oferecer o apoio necessário a esses jovens. Conclusão: Diante da crescente onda de autoextermínio entre adolescentes, este problema emerge como um desafio premente de saúde pública, exigindo medidas eficazes e imediatas. As estatísticas alarmantes revelam a complexa natureza do suicídio na juventude, clamando por uma abordagem holística que priorize a prevenção, a educação e o suporte emocional para proteger a vida dos jovens.
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