Aspectos epidemiológicos da hanseníase no município de Serra Talhada – Pernambuco, 2018 a 2022

Authors

  • Joana Tainara Muniz
  • Rayssa Suelen Sobreira Beserra
  • Yasmin Bruna de Siqueira Bezerra
  • Yulianne Maria de Siqueira Bezerra

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv7n1-421

Keywords:

hanseníase, epidemiologia, doenças negligenciadas, região nordeste

Abstract

Introdução: A Hanseníase é uma doença infectocontagiosa crônica com alta infectividade e baixa patogenicidade, tem como característica uma alta infectividade e baixa patogenicidade, e representa um grave problema de saúde pública. Objetivo: descrever os principais aspectos epidemiológicos da hanseníase no município de Serra Talhada, no estado de Pernambuco, no período de 2018 a 2022. Métodos: trata-se de uma análise um estudo ecológico, descritivo, retrospectivo, constituído a partir da análise de dados secundários com dados coletados no banco do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde do Ministério da Saúde (DATASUS), utilizando o banco de dados do Sistema de Notificação de Informações de Agravo (SINAN). Realizaram-se os cálculos estatísticos, e, para o coeficiente de incidência de hanseníase, utilizou-se a fórmula padrão para a obtenção do indicador. Resultados: foram notificados 143 casos de hanseníase, com maior taxa de incidência em 2019. Em relação ao perfil dos indivíduos acometidos, a maioria é do sexo feminino e com faixa etária entre 40 e 59 anos. Analisando o grau de incapacidade tipo II foi detectado em 11,18% dos casos. Conclusão: Constata-se que a Hanseníase é prevalente na região estudada com elevada proporção de pacientes que vem sendo diagnosticados com grau II de incapacidade física.  Essa investigação poderá contribuir com o desenvolvimento de políticas públicas para a promoção da saúde da população afetada. Assim, é importante que haja reflexões para ações de controle e prevenção desse agravo.

References

ALMEIDA, M. L.; ALMEIDA, M. L.; NERY, K. L. F. B, et al. Perfil epidemiológico da hanseníase em um estado brasileiro. Brazilian Journal of health Review. 2023;6(5):20042-20051. https://doi.org/10.34119/bjhrv6n5-054

AZEVEDO, Y. P.; BISPO, V. A. S.; OLIVEIRA, R. I, et al. Perfil epidemiológico e distribuição espacial da hanseníase em Paulo Afonso, Bahia. Ver baiana enferm. 2021;35:e37805. https://doi.org/10.18471/rbe.v35.37805

BRASIL. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE) (2023). Estimativa populacional. https://cidades.ibge.gov.br/brasil/pe/serra-talhada/panorama

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Estratégia Nacional para Enfrentamento da Hanseníase 2019-2022. (2019b). https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/estrategia_nacional_enfrentamento_hanseniase_2019.pdf

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis – DCCI. 2023. https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2023/boletim_hanseniase-2023_internet_completo.pdf/view

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Vigilância em Saúde. Coordenação-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Saúde. (2019a). https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_saude_3ed.pdf

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. 2017. https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_pratico_hanseniase.pdf .

BRASIL. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE - OMS. Global leprosy (Hansen disease) update, moving towards interruption of transmission. Weekly Epidemiological Record. 2022;36:429-450. https://www.who.int/ publications/i/item/who-wer9736-429-450.

CHEN, K. H.; LIN, C. Y.; SU, et al. “Leprosy: A Review of Epidemiology, Clinical Diagnosis, and Management", J. Trop. Med. 2022; 2022:13. https://doi.org/10.1155/2022/8652062

COSTA, M. M. R.; COSTA, E. S.; VILAÇA, D. H. V, et al. Perfil epidemiológico de hanseníase no sertão Pernambucano. Brazilian Journal of health Review. 2019;2(2):1125-1135. https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/1315/1255

JESUS, I. R. L.; MONTAGNER, M. I.; MONTAGNER, M. A, et al. Hanseníase e vulnerabilidade: uma revisão de escopo. Cien Saude Colet. 2023;28(1):143-154. https://doi.org/10.1590/1413-81232023281.09722022

LOPES, V. A. S.; RANGEL, A. M. Hanseníase e vulnerabilidade social: uma análise do perfil socioeconômico de usuários em tratamento irregular. Saúde debate. 2014; 38 (103): 817-829. https://doi.org/10.5935/0103-1104.20140074.

MARÇAL, P. H. F.; GAMA, R. S.; PEREIRA, D. E.; OLIVEIRA, L. B, et al. Functional biomarker signatures of circulating T-cells and its association with distinct clinical status of leprosy patients and their respective household contacts. Infect Dis Poverty. 2020;9:167. https://doi.org/10.1186/s40249-020-00763-7

MARQUETTI, C. P.; SOMMER, J. A. P.; SILVEIRA, E. F, et al. Perfil epidemiológico dos acometidos por hanseníase em três estados da região Nordeste do Brasil. Res., Soc. Dev. 2022;11(1), e38811124872. http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v11i1.24872

MI, Z.; LIU, H.; ZHANG, F. Advances in the Immunology and Genetics of Leprosy. Front. Immunol. 2020;11:567. http://doi.org/10.3389/fimmu.2020.00567

MONTEIRO, M. J. S. D.; SANTOS, G. M.; BARRETO, M. T. S, et al. Perfil epidemiológico de casos de hanseníase em um estado do Nordeste brasileiro. Rev Aten Saude. 2017;15(54):21-8. https://doi.org/10.13037/ras.vol15n54.4766

MORAES, P. C.; EIDT, L. M.; KOEHLER, A, et al. Epidemiological characteristics of leprosy from 2000 to 2019 in a state with low endemicity in southern Brazil. An Bras Dermatol. 2023;98(5):602-610. https://doi.org/10.1016/j.abd.2022.08.009

NERY, J. S.; PEREIRA, S. M.; RASELLA, D, et al. Effect of the Brazilian conditional cash transfer and primary health care programs on the new case detection rate of leprosy. PLoS Negl Trop Dis 2014; 8(11): e3357. https://doi.org/10.1371/journal.pntd.0003357

OLIVEIRA, K. S.; SOUZA, J.; CAMPOS, R. B, et al. Avaliação dos indicadores epidemiológicos e operacionais para a hanseníase em municípios prioritários no estado do Paraná, 2001 a 2010. Epidemiol. Serv. Saúde. 2015; 24(3):507-516. https://doi.org/10.5123/S1679-49742015000300016

PLOEMACHER, T.; FABER, W. R.; MENKE, H, et al. Reservatórios e rotas de transmissão da lepra; Uma revisão sistemática. PLoS Negl Trop Dis. 2020;14(4): e0008276. https://doi.org/10.1371/journal.pntd.0008276

REIBEL, F.; CAMBAU, E.; AUBRY, A. Update on the epidemiology, diagnosis, and treatment of leprosy. Med Mal Infect. 2015;45(9):383-393. https://doi.org/10.1016/j.medmal.2015.09.002

SARODE, G.; SARODE, S.; ANAND, R, et al. Epidemiological aspects of leprosy. Dis. Mon. 2020;66(7):100899. https://doi.org/10.1016/j.disamonth.2019.100899

SILVA, M. L. F. I.; FARIAS, S. J. M.; SILVA, A. P. S. C, et al. Padrões espaciais dos casos novos de hanseníase em um estado nordestino do Brasil, 2011–2021. Rev. bras. Epidemiol. 2023;26, e230014. https://doi.org/10.1590/1980-549720230014.2

SILVA, P. M. F.; PEREIRA, L. E.; RIBEIRO, L. L, et al. Evaluation of the physical limitations, psychosocial aspects and quality of life of people affected by leprosy. R Pesq Cuid Fundam. 2019;11(1):211-5. https://doi.org/10.9789/2175-5361.2019.v11i1.211-215

XIONG, M.; WANG, X.; SU, T, et al. Relationship between psychological health and quality of life of people affected by leprosy in the community in Guangdong province, China: a cross-sectional study. BMC Public Health. 2019;19(1):1-8. https://doi.org/10.1186/s12889-019-6672-x

YONEMOTO, A. C. F.; CHOPTIAN JÚNIOR, M. C.; MATTARA, V. A. O, et al. Fisiopatologia da hanseníase: resposta imunológica relacionada às formas clínicas. Res., Soc. Dev. 2022;11(9): e42211932058. https://doi.org/10.33448/rsd-v11i9.32058

Published

02/09/2024

How to Cite

MUNIZ, J. T.; BESERRA, R. S. S.; BEZERRA, Y. B. de S.; BEZERRA, Y. M. de S. Aspectos epidemiológicos da hanseníase no município de Serra Talhada – Pernambuco, 2018 a 2022. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 7, n. 1, p. 5186–5197, 2024. DOI: 10.34119/bjhrv7n1-421. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/67117. Acesso em: 24 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers