Infecção urinária em gestantes: desafios e estratégias de manejo

Authors

  • Humberto Novais da Conceição
  • Marina Pezzetti Sanchez Diogo
  • Brunno Rodrigues Borges
  • Beatriz Eleonora Bicalho Matoso
  • Isabella Alves Barbosa Dorneles
  • Emmanoel de Jesus Siquara Neto
  • Vinícius Cangussu Freitas
  • Paula Paiva Castanheira Melo

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv7n1-386

Keywords:

doença do trato urinário, infecção, gestação

Abstract

Introdução: A infecção urinária (ITU) é caracterizada pela invasão e proliferação de microrganismos patogênicos no sistema urinário, podendo gerar lesões nele. Cerca de 20% das gestantes sofrem dessa infecção, fazendo com que ela corresponda a aproximadamente 15% dos processos infecciosos da gravidez, se tornando um dos mais frequentes na gestação. Nesse sentido, este artigo tem como objetivo discutir acerca da fisiopatologia, dos aspectos clínicos e do manejo da infecção urinária em gestantes. Método: Foi realizada uma uma revisão sistemática realizada por meio de pesquisas nas bases de dados: PubMed e Scielo utilizando os descritores: : “Urinary Tract Infections” AND “Pregnancy” e “Infecção Urinária” AND “Gravidez”. Foram encontrados 2.972 artigos, que foram submetidos aos seguintes critérios de seleção: artigos nos idiomas português e inglês; publicados no período de 2015 a 2024 e que abordavam as temáticas propostas para esta pesquisa, disponibilizados na íntegra. Após os critérios de seleção restaram 21 artigos. Resultados e Discussão: A ITU pode se manifestar como bacteriúria assintomática, cistite e pielonefrite, sendo que na gestante todas as apresentações são obrigatoriamente tratáveis com antibiótico, uma vez que geram diversas complicações para a mãe e para o feto, tais como sepse e anemia materna, parto prematuro, baixo peso ao nascer, morte perinatal, endometrite, corioamnionite e pré eclampsia.  Diante disso, todas as gestantes devem ser triadas durante o pré natal para a presença de ITU e, principalmente da bacteriúria assintomática, uma vez que ela é uma doença silenciosa. O diagnóstico da ITU é feito com base nos sintomas da paciente e exames como cultura de urina e elementos anormais do sedimento, sendo que a cultura irá definir qual antibiótico será usado no tratamento da bacteriúria assintomática e quando a antibioticoterapia empírica falhar na cistite e pielonefrite. Conclusão: A ITU em gestantes, com complicações graves como sepse e parto prematuro, exige abordagem preventiva. Campanhas de conscientização e extensão de protocolos a áreas remotas são cruciais. Assegurar atenção equitativa e ampliar protocolos em contextos desfavorecidos reduz complicações, destacando a importância de esforços coordenados e acesso universal.

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Published

02/06/2024

How to Cite

DA CONCEIÇÃO, H. N.; DIOGO, M. P. S.; BORGES, B. R.; MATOSO, B. E. B.; DORNELES, I. A. B.; SIQUARA NETO, E. de J.; FREITAS, V. C.; CASTANHEIRA MELO, P. P. Infecção urinária em gestantes: desafios e estratégias de manejo. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 7, n. 1, p. 4782–4792, 2024. DOI: 10.34119/bjhrv7n1-386. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/67023. Acesso em: 23 oct. 2026.

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