Alterações na cavidade oral de pacientes internados em unidade de terapia intensiva
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv6n6-199Keywords:
odontologia hospitalar, odontologia unidade de terapia intensiva, manifestações orais na UTI, saúde bucal na UTIAbstract
INTRODUÇÃO: O conhecimento das alterações orais frequentes em pacientes internados na unidade de terapia intensiva (UTI) é necessário para determinar a prevalência de alterações na cavidade oral, estabelecer correto diagnóstico, auxiliar na investigação de fatores que influenciam a condição de saúde, além de possibilitar a criação de estratégias de tratamento ao paciente. OBJETIVO: Sistematizar a partir de uma revisão de literatura sistemática, quais as alterações orais comumente identificadas na cavidade oral de pacientes internados na UTI. METODOLOGIA: Revisão sistemática considerando as publicações das bases de dados: SciELO e PubMed. Foram encontrados 72 artigos, dos quais 6 foram utilizados na integra. Os critérios de inclusão foram artigos publicados entre os anos 2010 a 2023, em língua inglesa e portuguesa. Enquanto os critérios de exclusão foram monografias, trabalhos repetidos nas bases de dados ou que não estivessem de acordo com o objetivo. RESULTADOS E DISCUSSÃO: As alterações orais apresentadas nos frequentes artigos foram: biofilme dentário, saburra lingual e ressecamento labial, fato esse que pode contribuir para complicações do quadro sistêmico do paciente devido a possibilidade de surgirem infecções oportunistas na boca e isso poder se disseminar para outros órgãos. A identificação precoce e o tratamento destas são importantes para prevenir infecções, monitorar a saúde geral, prevenir complicações respiratórias e melhorar o conforto dos pacientes. A saúde bucal desempenha um papel crucial na saúde geral, e o cuidado odontológico adequado é essencial para a recuperação e o bem-estar dos pacientes em ambiente hospitalar. CONCLUSÃO: Os artigos analisados nos permitiram reforçar a importância da presença do cirurgião-dentista em UTIs. Pois a detecção, prevenção e controle das alterações orais em pacientes internados na UTIs podem promover índices cada vez mais baixos de complicações locais e sistêmicas provenientes da cavidade oral.
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