Compreendendo a Síndrome HELLP: da etiopatogenia à intervenção terapêutica

Authors

  • Tamyres Karen Fagundes Machado
  • Guilherme Henrique Louzada de Souza
  • Tamara Ribeiro de Oliveira
  • Maria Carolina Moura Campos Montoro Gonçalves
  • Danielly Ferreira Melo

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv6n5-454

Keywords:

gestação, manejo, patogênese, pré-eclâmpsia, síndrome HELLP

Abstract

A Síndrome HELLP consiste em uma condição médica grave que afeta mulheres durante a gestação. Seu nome é um acrônimo que se refere às principais características clínicas e laboratoriais da condição: hemólise, elevação das enzimas hepáticas e plaquetopenia. A fisiopatologia da síndrome HELLP envolve uma complexa interação de fatores. Acredita-se que a origem dessa síndrome está relacionada a distúrbios vasculares na placenta, levando à isquemia e lesão do endotélio dos vasos sanguíneos maternos. Isso desencadeia uma cascata de eventos, incluindo ativação da coagulação, consumo de plaquetas, ruptura das hemácias e disfunção hepática. A liberação de produtos de manipulação das hemácias e da coagulação contribui para a hemólise e o aumento das enzimas hepáticas. As manifestações clínicas da síndrome HELLP são variadas; mas, frequentemente, incluem hipertensão arterial, dor abdominal intensa no quadrante superior direito, edema, náuseas, vômitos e, em casos graves, sintomas neurológicos, como cefaléia, turvação visual ou confusão mental. O diagnóstico é estabelecido por meio de exames laboratoriais que demonstram os critérios hematológicos e bioquímicos da síndrome. O tratamento da síndrome HELLP é urgente e envolve a hospitalização imediata do paciente, a estabilização da pressão arterial e, frequentemente, o parto imediato, independentemente da idade gestacional. A remoção da placenta danificada é fundamental para interromper a fonte de estresse do sistema materno e permitir a recuperação. O tratamento também pode incluir suporte clínico adicional, como transfusões de plaquetas e concentrações de hemácias para tratar trombocitopenia e hemólise. A gestão multidisciplinar, envolvendo obstetras, neonatologistas, hematologistas e hepatologistas é essencial para melhorar os resultados clínicos e minimizar os riscos associados a essa condição potencialmente fatal.

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Published

10/05/2023

How to Cite

MACHADO, T. K. F.; DE SOUZA, G. H. L.; DE OLIVEIRA, T. R.; GONÇALVES, M. C. M. C. M.; MELO, D. F. Compreendendo a Síndrome HELLP: da etiopatogenia à intervenção terapêutica. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 6, n. 5, p. 24047–24056, 2023. DOI: 10.34119/bjhrv6n5-454. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/63711. Acesso em: 24 oct. 2026.

Issue

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Original Papers