Análise do perfil de pacientes com pancreatite aguda biliar atendidos no pronto-socorro do Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (HUCAM) entre março de 2021 e fevereiro de 2023
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv6n4-378Keywords:
pancreatite aguda biliar, coledocolitíase, litíase biliarAbstract
Introdução: Pancreatite aguda biliar é uma doença altamente incidente, com impacto importante na saúde pública. Os paradigmas de tratamento sofreram mudanças consideráveis nas últimas décadas, com novas recomendações acerca da introdução da dieta, exames para avaliação de coledocolitíase e momento ideal da colecistectomia. Tais recomendações necessitam ser avaliadas quanto a nossa população específica, considerando a estrutura e condição econômica do Sistema Único de Saúde. Objetivos: avaliar o perfil geral e os desdobramentos durante a internação dos pacientes com pancreatite aguda biliar atendidos via pronto-socorro do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes. Métodos: Estudo observacional, retrospectivo, baseado em levantamento de prontuários de 102 pacientes tratados no Serviço de Cirurgia Geral/Aparelho Digestivo no Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes, vinculados à Universidade Federal do Espírito Santo durante o período compreendido entre março de 2021 e fevereiro de 2023. Resultados: Foram analisados 102 prontuários, a média foi de 55,6 anos, com predomínio de pacientes do sexo feminino (58,83%). O tempo médio de internação foi 13,26 dias, sendo menor nos pacientes do sexo feminino (10,2 dias), nos pacientes submetidos a colangiografia intra-operatória (7,6 dias) e dentre os pacientes que não realizaram colangiorressonância (8,3 dias). Apenas a minoria dos pacientes submetidos a colangiorressonância apresentavam coledocolitíase (8,57%). A taxa de mortalidade foi de 4%. Conclusão: Nossa casuística revela uma baixa taxa de mortalidade, porém internações prolongadas na média, mesmo dentre pacientes com pancreatite leve. A demora para realização de exames complementares e para a realização da colecistectomia são fatores contribuintes, sendo importante a formulação de protocolos clínicos com intuito de reduzir essas métricas.
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