Análise epidemiológica da mortalidade decorrente de Apendicite Aguda no estado de Alagoas no período de 2012 a 2021

Authors

  • Matheus de Almeida Muritiba Portella Cavalcanti
  • Thallys Henrique de Oliveira Novais
  • Thaís Raposo Marques
  • João Lucca Rebelo Sampaio
  • Laercio Pol Fachin

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv6n4-343

Keywords:

Apendicite Aguda, óbitos, perfil epidemiológico

Abstract

A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome cirúrgico, sendo caracterizada pela inflamação do apêndice vermiforme. Essa inflamação pode ocorrer por vários fatores, como mecanismos obstrutivos e hiperplasia linfóide, podendo gerar comprometimento vascular e proliferação bacteriana. De acordo com os estudos analisados, é uma patologia com maior prevalência em adultos jovens e no sexo masculino, embora possa ocorrer em qualquer faixa etária. Suas manifestações clínicas podem ocorrer na forma clássica, como a dor em fossa ilíaca direita associada a náuseas, vômitos e febre, bem como na forma inespecífica, o que pode dificultar o diagnóstico clínico e haver necessidade de exames complementares. O tratamento é baseado, em quase sua totalidade, em intervenção cirúrgica por via convencional ou laparoscópica. Assim, é importante salientar que o diagnóstico precoce é de grande importância para possibilitar uma intervenção a curto prazo, pois evita o desenvolvimento de complicações e o aumento da chance de óbito. Descrever, analisar e interpretar o perfil epidemiológico da mortalidade decorrente de apendicite aguda no estado de Alagoas entre os anos de 2012 a 2021. Trata-se de um estudo epidemiológico, do tipo descritivo e retrospectivo. Os dados foram obtidos na base de dados do Sistema de Mortalidade do SUS (SIM/SUS), disponibilizado pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). No período estudado, de 2012 a 2021, foram notificados 125 óbitos por apendicite aguda no estado de Alagoas, com destaque para o ano de 2020 nas quais observou-se um aumento de 4,3% quando comparado ao número médio no período analisado. Atentando para este momento que foi acometido pela pandemia de COVID-19, sugerindo atraso no diagnóstico da patologia, culminando em pior prognóstico. Ademais, foi evidenciada discreta prevalência de óbitos no sexo masculino (64) e, quanto a faixa etária, analisado predomínio nos adultos entre 50 e 59 anos. Por fim, avaliou-se que entre as raças/cor, os pardos possuem maior número de óbitos decorrente da doença. Conclusão: Diante deste estudo, infere-se, portanto, o considerável número de óbitos no estado de Alagoas por apendicite aguda entre os anos de 2012 e 2021, analisados por sexo, raça e idade, com maior incidência no sexo masculino, da raça/cor parda, entre 50 e 59 anos.

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Published

08/23/2023

How to Cite

CAVALCANTI, M. de A. M. P.; NOVAIS, T. H. de O.; MARQUES, T. R.; SAMPAIO, J. L. R.; FACHIN, L. P. Análise epidemiológica da mortalidade decorrente de Apendicite Aguda no estado de Alagoas no período de 2012 a 2021. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 6, n. 4, p. 18455–18462, 2023. DOI: 10.34119/bjhrv6n4-343. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/62380. Acesso em: 17 oct. 2026.

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Original Papers