Análise epidemiológica da mortalidade decorrente de Apendicite Aguda no estado de Alagoas no período de 2012 a 2021
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv6n4-343Keywords:
Apendicite Aguda, óbitos, perfil epidemiológicoAbstract
A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome cirúrgico, sendo caracterizada pela inflamação do apêndice vermiforme. Essa inflamação pode ocorrer por vários fatores, como mecanismos obstrutivos e hiperplasia linfóide, podendo gerar comprometimento vascular e proliferação bacteriana. De acordo com os estudos analisados, é uma patologia com maior prevalência em adultos jovens e no sexo masculino, embora possa ocorrer em qualquer faixa etária. Suas manifestações clínicas podem ocorrer na forma clássica, como a dor em fossa ilíaca direita associada a náuseas, vômitos e febre, bem como na forma inespecífica, o que pode dificultar o diagnóstico clínico e haver necessidade de exames complementares. O tratamento é baseado, em quase sua totalidade, em intervenção cirúrgica por via convencional ou laparoscópica. Assim, é importante salientar que o diagnóstico precoce é de grande importância para possibilitar uma intervenção a curto prazo, pois evita o desenvolvimento de complicações e o aumento da chance de óbito. Descrever, analisar e interpretar o perfil epidemiológico da mortalidade decorrente de apendicite aguda no estado de Alagoas entre os anos de 2012 a 2021. Trata-se de um estudo epidemiológico, do tipo descritivo e retrospectivo. Os dados foram obtidos na base de dados do Sistema de Mortalidade do SUS (SIM/SUS), disponibilizado pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). No período estudado, de 2012 a 2021, foram notificados 125 óbitos por apendicite aguda no estado de Alagoas, com destaque para o ano de 2020 nas quais observou-se um aumento de 4,3% quando comparado ao número médio no período analisado. Atentando para este momento que foi acometido pela pandemia de COVID-19, sugerindo atraso no diagnóstico da patologia, culminando em pior prognóstico. Ademais, foi evidenciada discreta prevalência de óbitos no sexo masculino (64) e, quanto a faixa etária, analisado predomínio nos adultos entre 50 e 59 anos. Por fim, avaliou-se que entre as raças/cor, os pardos possuem maior número de óbitos decorrente da doença. Conclusão: Diante deste estudo, infere-se, portanto, o considerável número de óbitos no estado de Alagoas por apendicite aguda entre os anos de 2012 e 2021, analisados por sexo, raça e idade, com maior incidência no sexo masculino, da raça/cor parda, entre 50 e 59 anos.
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