Jogo de dispensação: um modelo para prática
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv6n4-301Keywords:
ensino farmacêutico, gamificação, dispensação, uso racional de medicamentosAbstract
Introdução e Objetivos: Quando se fala de educação, pensa-se em uma prática que vai muito além da sala de aula, mas sim aquela que pode e propicia ao cidadão condições de se inserir na sociedade. O uso de técnicas de gamificação torna-se imprescindível para este modelo de aprendizagem e tratando-se do ensino e aprendizado Farmacêutico, é impossível não pensar no uso racional de medicamentos e em uma ferramenta que auxilie no treinamento de tal processo. Portanto, o objetivo deste estudo foi desenvolver um instrumento de metodologia ativa que auxiliasse no ensino e aprendizagem em Farmácia, bem como discutir seu impacto neste processo. Método: Tratou-se de um estudo descritivo sobre um modelo de “Jogo de Dispensação”. Para montagem do jogo, foram considerados elementos básicos como: a) pontuação máxima; b) atores do jogo; c) materiais necessários para desenvolvimento do jogo; d) medicamentos que fariam parte do jogo; e) custo para montagem do jogo. Resultados e Discussão: O estudo realizado concebeu um “Jogo de Dispensação” que aborda perguntas e respostas focado em Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs) e fitoterápicos, com dois modos de jogo cooperativos, e com baixo custo de manutenção. O jogo como ferramenta de gamificação pode ser aliado para maior interação entre os alunos, aquisição de conhecimento, além do desenvolvimento de pensamento críticoa e assimilação da prática com a realidade. Isto pode proporcionar ao estudante de Farmácia uma melhor perspectiva acerca de sua área de atuação, assim como proporciona e assegura o uso racional de medicamentos. Conclusão: Foi possível desenvolver um modelo de metodologia ativa denominado de “Jogo de Dispensação”, que atendesse às necessidades relacionadas à dispensação de MIPs e alguns fitoterápicos no âmbito Farmacêutico. Vale ressaltar que há a necessidade de um novo estudo para avaliação da percepção de satisfação e aplicabilidade pelos discentes a fim de validar tal metodologia.
References
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA DE MEDICAMENTOS ISENTOS DE PRESCRIÇÃO (ABIMIP). Panorama Econômico MIPs. Disponível em: <https://acessa.org.br/arquivos/geracao-dados>. Acesso em: 19 set. 2022.
BENTO, C. J. Gamificação e o desenvolvimento da competência diagnóstica: uma revisão sistemática da literatura. Belo Horizonte: Universidade José do Rosário Vellan, 2019.
FERNANDES, E. W.; SILVA, G. C. DA; MARQUEZ, C. DE O. A necessidade da prescrição farmacêutica de MIPs e os problemas automedicação. Scire Salutis, v. 12, n. 1, p. 17–24, 28 set. 2022.
HOPE, D. L. et al. Gamification in pharmacy education: a systematic quantitative literature review. The International journal of pharmacy practice, 6 dez. 2022.
KASAL, T.; SABOL, K. Novel medication safety training module. American journal of health-system pharmacy : AJHP : official journal of the American Society of Health-System Pharmacists, v. 79, n. Suppl 4, 22 nov. 2022.
KUABARA, C. T. DE M. et al. Education and health services integration: an integrative review of the literature. Reme: Revista Mineira de Enfermagem, v. 18, n. 1, 2014.
NALOM, D. M. F. et al. Ensino em saúde: aprendizagem a partir da prática profissional. Ciência & Saúde Coletiva, v. 24, n. 5, p. 1699–1708, 30 maio 2019.
PERES, C. M. et al. Abordagens pedagógicas e sua relação com as teorias de aprendizagem. Medicina (Ribeirão Preto), v. 47, n. 3, p. 249–255, 3 nov. 2014.
RAMOS, D. C. et al. Prescrição farmacêutica: uma revisão sobre percepções e atitudes de pacientes, farmacêuticos e outros interessados. Ciência & Saúde Coletiva, v. 27, n. 9, p. 3531–3546, 15 ago. 2022.
RESENDE, I. S. Avaliação da motivação e da aprendizagem em estudantes de medicina: Estudo comparativo entre aula tradicional contextualizada por discussão de casos clínicos e aula tradicional contextualizada por casos clínicos gamificados. p. 102, 2021.
RODRIGUES, A. C. Utilização de medicamentos isentos de prescrição e economias geradas para os sistemas de saúde: uma revisão. Jornal Brasileiro de Economia da Saúde, v. 9, n. 1, p. 128–136, abr. 2017.
ROMAN, C. et al. Metodologias ativas de ensino-aprendizagem no processo de ensino em saúde no Brasil: uma revisão narrativa. Clinical and Biomedical Research, v. 37, n. 4, p. 349–357, 15 dez. 2017.
SERA, L.; WHEELER, E. Game on: The gamification of the pharmacy classroom. Currents in pharmacy teaching & learning, v. 9, n. 1, p. 155–159, 1 jan. 2017.
SILVA, R. H. A. DA; MIGUEL, S. S.; TEIXEIRA, L. S. Problematização como método ativo de ensino-aprendizagem: estudantes de farmácia em cenários de prática. Trabalho, Educação e Saúde, v. 9, n. 1, p. 77–93, jun. 2011.
SIMARA, A. et al. Caracterização da População Usuária de Medicamentos isentos de prescrição no Brasil. ID on line. Revista de psicologia, v. 12, n. 42, p. 70–75, 31 out. 2018.
TRAN, S. et al. The Use of Gamification and Incentives in Mobile Health Apps to Improve Medication Adherence: Scoping Review. JMIR mHealth and uHealth, v. 10, n. 2, 1 fev. 2022.


