Pancreatite aguda: aspectos gerais, classificação, métodos diagnósticos e manejo
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv6n4-264Keywords:
pancreatite aguda, diagnóstico, tratamentoAbstract
A pancreatite aguda (PA) consiste em um processo inflamatório agudo do pâncreas, o qual manifesta-se como um quadro de abdome agudo, caracterizando-se como uma das principais causas gastrointestinais de hospitalização. Etiologicamente, sabe-se que a PA decorre de várias condições, sendo que os cálculos biliares, o uso abusivo de álcool e a hipertrigliceridemia encontram-se como as principais causas. Em virtude da sua variedade etiológica, a epidemiologia é variada e a incidência depende de diversos fatores. Contudo, sabe-se que consiste em uma patologia muito prevalente e, cada vez mais incidente, em decorrência do aumento das condições consideradas de risco, além da maior capacidade diagnóstica. A mortalidade da PA é, geralmente, devido à síndrome da resposta inflamatória sistêmica, falência de órgãos e suas possíveis complicações. Sua patogênese envolve uma complexa interação entre a exposição aos fatores de risco e os fatores genéticos e imunes do hospedeiro. As manifestações clínicas decorrentes da PA dependem da sua etiologia e gravidade, sendo a dor contínua em andar superior do abdome, com irradiação para o dorso e associada a náuseas e vômitos é muito sugestiva. No que tange ao diagnóstico, deve-se ter a presença de dois entre três critérios: amilase e/ou lipase maior que três vezes o limite superior da normalidade, dor abdominal típica e evidência radiológica de pancreatite em tomografia computadorizada contrastada, ressonância magnética ou ultrassom de abdome. Após diagnosticado, deve-se prosseguir com a classificação em relação a gravidade e a forma, o que irá guiar a conduta. O tratamento adequado é imprescindível, a fim de evitar evolução do quadro e piora substancial na condição do paciente. O manejo baseia-se em medidas de estabilização, reposição volêmica, suporte nutricional, analgesia, além do gerenciamento de complicações. Por fim, sendo a PA uma doença multifatorial, o seu tratamento necessita de uma abordagem multidisciplinar, a qual demonstra resultados promissores e eficazes.
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