Diferenças nos achados imaginológicos na Adenomiose entre ultrassom e ressonância magnética

Authors

  • Gabriella Isidoro Fernandes
  • Leonardo de Souza Piber
  • Mariana Domingos Labate
  • Nicolli Mikami Brigo
  • Yasmin Batistelli de Lima

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv6n4-247

Keywords:

Adenomiose, diagnóstico por imagem, ressonância magnética, ultrassom

Abstract

O diagnóstico clínico da adenomiose é desafiador, pois os sinais e sintomas da adenomiose não são específicos e podem imitar outras patologias uterinas. Desta forma, é primordial que um diagnóstico não-invasivo esteja acessível para todas as mulheres, especialmente aquelas que desejam preservar sua fertilidade. O aperfeiçoamento de novas ferramentas de diagnóstico por imagem permitiu um diagnóstico pré-operatório preciso, demonstrando como o desenvolvimento da doença pode ter início mais cedo na vida por volta da terceira década, especialmente entre mulheres com endometriose coexistente. Nestes pacientes, é ainda mais importante alcançar o diagnóstico correto para a avaliação do potencial de fertilidade. Este artigo traz como objetivo investigar as diferenças imaginológicas para o quadro de adenomiose pela utilização do ultrassom e da ressonância magnética. O que será feito a partir de revisão de literatura sobre o tema, fundamentada em pesquisa bibliográfica qualitativa exploratória. Ao serem comparadas as duas técnicas, notam-se resultados contrastantes e limitados. Para casos de útero aumentado ou miomas coexistentes, a RM demonstrou ter maior sensibilidade do que a ultrassonografia. Uma interpretação adequada das imagens de RM exige estar atento a algumas armadilhas, principalmente no que diz respeito a presença de elementos que podem imitar a adenomiose, armadilhas que derivam da natureza dependente de hormônios da JZ, que influencia seu espessamento.

References

Bazot, M., & Daraï, E. (2018). Role of transvaginal sonography and magnetic resonance imaging in the diagnosis of uterine adenomyosis. Fertility and sterility, 109(3), 389-397.

Cabral Júnior, S. F., Costa, H. D. L. F., Araújo, E. L. D., Andrade, R. P. D., & Cabral, S. A. L. D. C. S. (2002). Validade dos Métodos Clínico e Ecográfico para o Diagnóstico de Adenomiose. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, 24(9), 579-584.

Celli, V., Dolciami, M., Ninkova, R., Ercolani, G., Rizzo, S., Porpora, M. G., ... & Manganaro,

L. (2022). MRI and Adenomyosis: What Can Radiologists Evaluate?. International Journal of Environmental Research and Public Health, 19(10), 5840.

Costa, M.A.S.; Martins, W.P.; Nastri, C.O. (2019). Ultra-Sonografia na adenomiose, São Paulo, p.198-200.

Cunningham RK, Horrow MM, Smith RJ, Springer J (2018). Adenomyosis: A Sonographic Diagnosis. RadioGraphics. 38(5):1576–89.

Hirashima, H., Ohkuchi, A., Usui, R., Kijima, S., & Matsubara, S. (2018). Magnetic resonance imaging of degeneration of uterine adenomyosis during pregnancy and post-partum period. Journal of Obstetrics and Gynaecology Research, 44(6), 1169-1173.

Kobayashi, H., & Matsubara, S. (2020). A classification proposal for adenomyosis based on magnetic resonance imaging. Gynecologic and Obstetric Investigation, 85(2), 118-126.

Liu, L., Li, W., Leonardi, M., Condous, G., Da Silva Costa, F., Mol, B. W., & Wong, L. (2021). Diagnostic Accuracy of Transvaginal Ultrasound and Magnetic Resonance Imaging for Adenomyosis: Systematic Review and Meta-Analysis and Review of Sonographic Diagnostic Criteria. Journal of Ultrasound in Medicine, 40(11), 2289-2306.

Nakagava, H. M., & de Carvalho, B. R. ADENOMIOSE. in: Sgob. (Org.) (2017). Manual de Ginecologia da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia de Brasília. Brasília: Luan Comunicação.

Rees, C. O., Nederend, J., Mischi, M., van Vliet, H. A., & Schoot, B. C. (2021). Objective measures of adenomyosis on MRI and their diagnostic accuracy—a systematic review & meta- analysis. Acta Obstetricia et Gynecologica Scandinavica, 100(8), 1377-1391.

Vinci, V., Saldari, M., Sergi, M. E., Bernardo, S., Rizzo, G., Porpora, M. G., ... & Manganaro, L. (2017). MRI, US or real-time virtual sonography in the evaluation of adenomyosis?. La radiologia medica, 122(5), 361-368.

Published

08/10/2023

How to Cite

FERNANDES, G. I.; PIBER, L. de S.; LABATE, M. D.; BRIGO, N. M.; DE LIMA, Y. B. Diferenças nos achados imaginológicos na Adenomiose entre ultrassom e ressonância magnética. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 6, n. 4, p. 17221–17230, 2023. DOI: 10.34119/bjhrv6n4-247. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/62076. Acesso em: 17 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers