Violência autoprovocada em adolescentes segundo gênero em uma capital da região amazônica do Brasil, 2009-2021
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv6n4-216Keywords:
epidemiologia, automutilação, comportamento autodestrutivo, adolescente, violênciaAbstract
Objetivo: Caracterizar a violência autoprovocada em adolescentes segundo gênero em Palmas, Tocantins, no período de 2009 a 2021. Métodos: Estudo descritivo com uso de dados epidemiológicos de violência autoprovocada em adolescentes entre 10 e 19 anos que residem em Palmas entre 2009 e 2021. Resultados: Foram registrados 852 casos de violência, e 670 (78,64%) ocorreram nas adolescentes. A violência autoprovocada foi mais comum entre adolescentes com idades entre 15 e 19 anos (82,28%) e no sexo feminino (64,44%). As adolescentes que se autodeclararam pardas (70,77%) e cursando o ensino médio (38,5%) apresentaram maior frequência de violência autoprovocada em casa (72,18%) e reincidência de autolesão (36,97%). Armas de fogo foram utilizadas em 100% dos casos entre os adolescentes, enquanto as adolescentes usaram principalmente objeto perfurocortante (80,53%) e envenenamento (81,17%) como meios mais lesivos para autolesão. Conclusão: A violência autoprovocada em adolescentes em Palmas é um problema de saúde pública crescente. É necessário que profissionais de saúde e formuladores de políticas desenvolvam estratégias específicas para prevenção e intervenção, levando em consideração as diferenças de gênero e os meios de agressão utilizados.
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