Fístula arteriovenosa dural intracraniana da junção craniocervical com drenagem venosa perimedular espinhal: um raro relato de caso

Authors

  • Evelyn Conceição Fonseca Ribeiro
  • Gabriel Moreira Lima Bomfim Macedo
  • Eloá Weba Costa
  • Aitana Weba Costa
  • Marcus Vitor Rios Pinto Pinheiro
  • Thays Almeida de Oliveira
  • Marta Gabriela Araújo Amorim
  • Igor Murad Schmitt
  • Tereza Cristina Barbosa Ribeiro do Vale
  • Michelle Rahbani Martins de Araújo
  • Júlio Cézar Martins Frazão
  • Daniel Vitor dos Santos Rodrigues
  • Patrícia Carla Guimarães Catarino
  • Luis Manuel Gomes Feitosa Coelho
  • Guilherme Dutra Batalha
  • Sedrik Pinheiro Pereira dos Santos
  • Josimar Cunha Rodrigues Junior
  • Raphaela Maria Costa Grijó
  • Mariana Oliveira Godinho
  • Marcone Douglas Braga Filho
  • Victória de Menezes Sá Lazera
  • Marília Glauciane Pinto Pereira
  • Júlia Leite Xavier Bertrand
  • Enzo Derick Guterres Oliveira
  • Calebe Vitor Guimarães Catarino
  • Myrela Murad Sampaio
  • Fernanda Bastos de Castro Freitas
  • Lindomar Faria de Freitas Júnior
  • Dionei Alchaar Costa
  • Nathália Braga Mota
  • Lucas Carvalho Viana
  • James Dean Martins Barbosa
  • Marco Antonio Leite

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv6n4-207

Keywords:

embolização terapêutica, fístula arteriovenosa, parestesia, procedimentos endovasculares

Abstract

Fístulas arteriovenosas durais (FAVDs) são lesões adquiridas, que consistem em uma ou mais conexões fistulosas no interior dos folhetos da dura-máter, com envolvimento das paredes de um seio venoso dural ou então das veias leptomeníngeas adjacentes. Sua incidência é de difícil determinação, no entanto, segundo estudos, ela é estimada em 10% a 15% de todas as malformações cerebrovasculares diagnosticadas por angiografia. Os fatores predisponentes ao desenvolvimento das FAVDs são o traumatismo cranioencefálico, tromboflebite cerebral, neurocirurgia prévia e infecções. O objetivo deste estudo é apresentar um caso de Fístula Arteriovenosa Dural Intracraniana em um paciente de 58 anos, ressaltando os aspectos imagenológicos, etiológicos, fisiopatológicos e, sobretudo, os tipos de classificação da doença e a terapia utilizada. W.S.D., sexo masculino, 58 anos, natural e procedente de São Paulo – SP, deu entrada no pronto-socorro de um hospital de referência da capital paulista queixando-se de parestesia de membros superiores (MMSS) há 3 meses. Foi realizado exame físico e anamnese de forma minuciosa, na qual o paciente negou cefaleia e outros sintomas associados. Foi submetido à investigação com uma ressonância magnética (RNM) da região cerebral e medular em ponderações T1 e T2, as quais demonstraram efeito tumefativo que comprometia a transição bulbo-medular e a medula cervical de C2, as quais encontravam-se edemaciadas. Além disso, estavam proeminentes os vasos leptomeníngeos nos hemisférios cerebelares, estes patognomônicos da FAVD. Ademais, foi observado hipersinal em T2, com padrão estriado/tigroide, típico de degeneração mielínica progressiva. O paciente apresentava agressivo refluxo venoso cortical com drenagem perimedular espinhal na veia cortical e, dessa forma, enquadrou-se na Classificação de Cognard tipo V, sendo considerado um paciente portador de FAVD maligna. Foi então realizado tratamento endovascular com embolização transarterial, o qual proporcionou fechamento completo da fístula e, dessa forma, o paciente obteve um prognóstico favorável. As fístulas arteriovenosas durais, por serem uma condição rara e com variadas manifestações clínicas, podem passar despercebidas pelo profissional médico. Dessa forma, é de fundamental importância o conhecimento da doença, com o intuito de proporcionar ao paciente um diagnóstico precoce e uma terapia eficaz.

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Published

08/04/2023

How to Cite

RIBEIRO, E. C. F.; MACEDO, G. M. L. B.; COSTA, E. W.; COSTA, A. W.; PINHEIRO, M. V. R. P.; DE OLIVEIRA, T. A.; AMORIM, M. G. A.; SCHMITT, I. M.; DO VALE, T. C. B. R.; DE ARAÚJO, M. R. M.; FRAZÃO, J. C. M.; RODRIGUES, D. V. dos S.; CATARINO, P. C. G.; COELHO, L. M. G. F.; BATALHA, G. D.; DOS SANTOS, S. P. P.; RODRIGUES JUNIOR, J. C.; GRIJÓ, R. M. C.; GODINHO, M. O.; BRAGA FILHO, M. D.; LAZERA, V. de M. S.; PEREIRA, M. G. P.; BERTRAND, J. L. X.; OLIVEIRA, E. D. G.; CATARINO, C. V. G.; SAMPAIO, M. M.; FREITAS, F. B. de C.; DE FREITAS JÚNIOR, L. F.; COSTA, D. A.; MOTA, N. B.; VIANA, L. C.; BARBOSA, J. D. M.; LEITE, M. A. Fístula arteriovenosa dural intracraniana da junção craniocervical com drenagem venosa perimedular espinhal: um raro relato de caso. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 6, n. 4, p. 16691–16703, 2023. DOI: 10.34119/bjhrv6n4-207. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/61925. Acesso em: 17 oct. 2026.

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