Tratamento clínico de manifestações endócrinas do Lúpus Eritematoso Sistêmico em crianças
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv6n4-202Keywords:
Lúpus Eritematoso Sistêmico, crianças, sinais e sintomas endócrinos, tratamento clínicoAbstract
Introdução: O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença autoimune crônica que pode afetar vários órgãos e sistemas do corpo. Nas crianças, o LES pode apresentar sinais e sintomas endócrinos, que são manifestações relacionadas ao sistema endócrino. O tratamento clínico desses sinais e sintomas é essencial para melhorar a qualidade de vida e o prognóstico desses pacientes.Objetivo: Descrever o tratamento clínico dos sinais e sintomas endócrinos do lúpus eritematoso sistêmico em crianças. Metodologia: Foram realizadas pesquisas bibliográficas nas bases de dados científicas, do PubMed, Embase e Scopus, utilizando palavras-chave como "lúpus eritematoso sistêmico", "crianças", "sinais e sintomas endócrinos" e "tratamento clínico". Foram selecionados estudos relevantes que abordavam o tema em questão, incluindo revisões sistemáticas, estudos clínicos e diretrizes de prática clínica. Resultados: O tratamento clínico dos sinais e sintomas endócrinos do LES em crianças envolve uma abordagem individualizada, considerando a gravidade e a extensão das manifestações endócrinas. Dentre os sintomas endócrinos mais comuns no LES infantil estão a puberdade precoce, o hipotireoidismo, o hipertireoidismo e a disfunção adrenal. No caso da puberdade precoce, podem ser utilizados análogos do hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH) para inibir a secreção hormonal e retardar o desenvolvimento puberal. No hipotireoidismo, a reposição hormonal com levotiroxina é o tratamento padrão. Já no hipertireoidismo, são utilizados medicamentos antitireoidianos, como o metimazol ou propiltiouracil, para controlar a produção excessiva de hormônios tireoidianos. No caso da disfunção adrenal, a reposição de glicocorticóides é necessária para compensar a deficiência hormonal. Além disso, é importante o acompanhamento multidisciplinar, envolvendo endocrinologistas, reumatologistas pediátricos e outros especialistas, para um manejo adequado dos sintomas endócrinos e para prevenir complicações a longo prazo. Conclusão: O tratamento clínico dos sinais e sintomas endócrinos do lúpus eritematoso sistêmico em crianças requer uma abordagem individualizada e multidisciplinar. A identificação precoce e o manejo adequado dessas manifestações endócrinas são essenciais para melhorar a qualidade de vida e o prognóstico desses pacientes. A utilização de terapias específicas, como análogos do GnRH, reposição hormonal e medicamentos antitireoidianos, pode ajudar a controlar os sintomas endócrinos e prevenir complicações a longo prazo.
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