Abordagens diagnósticas e terapêuticas para a doença do Refluxo Gastroesofágico: perspectivas e desafios

Authors

  • Giovanna de Souza Fernandes
  • Mariana Lacerda Silva
  • José Expedito Jannotti Neto
  • Vitor Vieira Estephanin
  • Isadora Luiza Sicupira
  • Alice Martins Alvarenga
  • Clara Martins Azevedo Eyer Thomaz
  • Fábio Mazieiro Alves Pinto
  • Isabela Corrêa Rigotto
  • João Vítor de Lanna Souza

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv6n4-090

Keywords:

doença do Refluxo Gastroesofágico, DRGE, diagnóstico, tratamento

Abstract

A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é uma condição gastrointestinal comum que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Caracterizada pelo retorno do conteúdo gástrico para o esôfago, a DRGE é causada principalmente pela disfunção do esfíncter esofágico inferior (EEI). Além da disfunção do EEI, outros fatores como obesidade, tabagismo, consumo excessivo de álcool, gravidez e certos medicamentos podem contribuir para o desenvolvimento da DRGE. O diagnóstico da DRGE envolve a avaliação das manifestações clínicas, exames complementares e exclusão de outras condições que possam mimetizar a patologia. A endoscopia digestiva alta é frequentemente realizada para avaliar a presença de esofagite e complicações, como estenose esofágica e esôfago de Barrett. Testes de pH esofágico e esofagomanometria podem ser utilizados para avaliar o refluxo ácido e a função do esôfago, respectivamente. O manejo terapêutico da DRGE é baseado em modificações no estilo de vida, terapia medicamentosa e, em casos graves e refratários ao tratamento conservador, intervenção cirúrgica. Modificações no estilo de vida incluem evitar alimentos e bebidas que desencadeiem o refluxo, evitar refeições volumosas antes de dormir, elevar a cabeceira da cama e redução de peso para pacientes obesos. A terapia medicamentosa inclui o uso de inibidores da bomba de prótons (IBPs), como o omeprazol e o lansoprazol. Em casos selecionados, a cirurgia antirrefluxo pode ser realizada para fortalecer o EEI e reduzir o refluxo ácido. É importante ressaltar que a DRGE é uma condição crônica que requer acompanhamento médico regular para monitorar a progressão da doença e ajustar o tratamento de acordo com as necessidades individuais. Além disso, a adesão às modificações no estilo de vida recomendadas é essencial para controlar os sintomas e prevenir complicações. Embora a DRGE seja geralmente considerada benigna, complicações como esofagite, estenose esofágica e esôfago de Barrett podem ocorrer em casos mais graves. Portanto, a detecção precoce, o diagnóstico adequado e o tratamento adequado são fundamentais para um bom prognóstico e qualidade de vida dos pacientes com DRGE.

References

CESARIO, S. et al. Diagnosis of GERD in typical and atypical manifestations. v. 89, n. 8-S, p. 33–39, 17 dez. 2018.

CHHABRA, P.; NISHIKANT, I. Gastroesophageal Reflux Disease (GERD): Highlighting Diagnosis, Treatment, and Lifestyle Changes. 29 ago. 2022.

ELENA-ROXANA SĂRARU et al. Advances in the diagnosis of GERD. v. 59, n. 1, p. 3–9, 2 out. 2020.

GYAWALI, C. P. et al. Modern diagnosis of GERD: the Lyon Consensus. v. 67, n. 7, p. 1351–1362, 3 fev. 2018.

LEE, D. J.; CHANG, K. J. Endoscopic Management of GERD. v. 67, n. 5, p. 1455–1468, 8 mar. 2022.

TARASZEWSKA, A. Risk factors for gastroesophageal reflux disease symptoms related to lifestyle and diet. 1 jan. 2021.

WU, J.; MA, Y.; CHEN, Y. GERD-related chronic cough: Possible mechanism, diagnosis and treatment. v. 13, 20 out. 2022.

YADLAPATI, R.; DELAY, K. Proton Pump Inhibitor–Refractory Gastroesophageal Reflux Disease. v. 103, n. 1, p. 15–27, 1 jan. 2019.

YOUNG, A. J.; KUMAR, M. A.; THOTA, P. N. GERD: A practical approach. v. 87, n. 4, p. 223–230, 1 abr. 2020.

Published

07/17/2023

How to Cite

FERNANDES, G. de S.; SILVA, M. L.; JANNOTTI NETO, J. E.; ESTEPHANIN, V. V.; SICUPIRA, I. L.; ALVARENGA, A. M.; THOMAZ, C. M. A. E.; PINTO, F. M. A.; RIGOTTO, I. C.; SOUZA, J. V. de L. Abordagens diagnósticas e terapêuticas para a doença do Refluxo Gastroesofágico: perspectivas e desafios. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 6, n. 4, p. 15125–15135, 2023. DOI: 10.34119/bjhrv6n4-090. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/61476. Acesso em: 20 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers