As mulheres encarceradas e o dilema em exercer o papel de mãe

Authors

  • Anne Lúcia Tolêdo Calheiros
  • Darlene Marques Torres de Araujo
  • Gustavo Reis Branco de Souza

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv6n4-063

Keywords:

saúde da mulher, fertilidade, estatuto da criança e do adolescente, mulher encarcerada, direito à saúde

Abstract

A assistência às mulheres encarceradas é um dever do Estado para prevenir o crime e facilitar sua integração na sociedade, garantindo os direitos humanos. Este estudo analisa a assistência à saúde fornecida às mulheres encarceradas e as dificuldades que enfrentam no ambiente prisional durante o período de gravidez e pós-parto. As discussões fazem parte de uma pesquisa que considera outros estudos sobre o tema. O gênero foi escolhido como um elemento central dessa pesquisa devido à sua relevância na história da criminalidade feminina. Pesquisas mostram que estudar a criminalidade praticada por mulheres é mais desafiador do que a dos homens, não apenas porque as mulheres cometem menos crimes, mas também pela escassez de casos, o que dificulta a pesquisa. Em relação à punição, observa-se uma estreita relação com o gênero, com penas direcionadas exclusivamente às mulheres. O artigo critica a situação das mães encarceradas, crianças e fetos em um ambiente que não favorece seu desenvolvimento integral. A pesquisa consiste em uma revisão bibliográfica, explorando fontes online, legislação brasileira e cartilhas sobre a situação das mães e filhos encarcerados.

References

BRASIL. Relatórios estatísticos - analíticos do sistema prisional de cada Estado da Federação [internet]. Brasília: Ministério da Justiça, 2022.

BRASIL. Plano Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário. Portaria Interministerial nº 1.777 de 09 de novembro de 2003. Brasília: Minisério da Saúde; 2004.

BRASIL. Legislação em saúde no sistema penitenciário. Brasília: Ministério Saúde; 2019.

BRASIL, Presidência da República. Lei nº 11.942, de 28 de maio de 2009: dá nova redação aos arts. 14, 83 e 89 da Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984 – Lei de Execução Penal, para assegurar às mães presas e aos recém - nascidos condições mínimas de assistência. [documento da internet]. Brasília; 2009.

BRASIL. ISAÍAS MONTEIRO. (Ed.). Número de mulheres presasmultiplica por oito em 16 anos. 2017.

BRASIL. MANUEL CARLOS MONTENEGRO. (Ed.). BNMP 2.0 revela o perfil da população carcerária brasileira, 2018.

BRASIL. Thandara Santos. Departamento Penitenciário Nacional - Ministério da Justiça e Segurança Pública. Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias: Infopen Mulheres. 2018.

BRASIL. Lei de Execução Penal (LEP): n. 7.210 de 11 de julho de 1984. 9 ed. São Paulo: Atlas, 2000.

BRASIL. DEPEN - Departamento Penitenciário Nacional. Brasília, 2021.

BRASIL, Constituição da República Federativa do. 1988. Brasília: Senado Federal Subsecretaria de Edições Técnicas, 2004.

COSTA, Gislaine Malttez. O Estado é um Agente de Correção Social. Disponível em:http//:www.jornaldebates.ig.com.br, 2012.

CUNHA, Elizangela Lelis da; Ressocialização: o Desafio da Educação no Sistema Prisional Feminino, 2010.

DEPARTAMENTO PENITENCIÁRIO NACIONAL/DEPEN. Censo Penitenciário. Brasília, 2010. Disponível em http://www.mj.gov.br/depen.

DA SILVA, Eveline Franco; Mães Mulheres Encarceradas, 2010.

FRANÇA, Ana Maria Bonfim de; CALHEIROS, Anne Lúcia Tolêdo; SILVA, Vanuza Pereira da; Caracterização da Saúde Sexual e Reprodutiva de Mulheres em Situação de Prisão em Alagoas, 2016.

FERREIRA, Carolina Arruda Costa; Restrição às Visitas Íntimas nas Penitenciárias Femininas: Violação aos Princípios da Igualdade e da Dignidade da Mulher Encarcerada, 2019.

FOLHA VITORIA (Espírito Santo). Idade fértil: saiba as chances deengravidar em cada faixa etária, 2014.

LIMAM. Da visita íntima à intimidade da visita: a mulher no sistema prisional [Mestrado]. São Paulo: Universidade de São Paulo; 2006.

LOPES, Regina Maria Fernandes; MELLO, Daniela Canazaro; DE LIMA, Iranir I.; Ciências & Cognição 2010; Vol 15 (2): 121-131. http://www.cienciasecognicao.org, 2010.

MAIA,Roberto Romanelli. Ausência de vida sexual ativa causa depressão e baixa auto estima, 2004.

MEGA CURIOSO; Descubra Como as Visitas Íntimas Acontecem Pelas Prisões do Mundo,2022.

NUCCI, Guilherme de Souza. Manual de Processo Penal e Execução Penal, 8ª ed. São Paulo: Revistados Tribunais, 2011. 1088p.

OLIVEIRA, H. C. et al. Assistência a saúde à mulher - presa: um direito negado. II Seminário Nacional Gênero e Praticas Nacionais. 2009.

PAGNOZZI, Bárbara C., Mãe Condenadas Filhos Prisioneiros, 2018.

PASTORAL CARCERÁRIA. Ponte Jornalismo. Ser Mulher em Um Sistema Prisional Feito Por Homens e Para Homens, 2016.

PEREIRA, Marcela Martins. O Direito à Visita Íntima no Sistema Prisional Brasileiro: História, Relativização, Controvérsias e Efeitos, 2012.

SAMPAIO, Paulo; (São Paulo). Folhade São Paulo. Direito de amar: Visita íntima é rara em presídio feminino, 2016.

SANTA RITAR. P; Mães e Crianças Atrás das Grades: Em Questão o princípio da dignidade da pessoa humana [Mestrado]. Brasília: Universidade de Brasília; 2006.

SANTOS, Vitória da Silva; Visitas Íntimas em Presídios Femininos: Conflito Entre o Direito à Maternidade e o Direito à Sexualidade, 2016.

SERIS (Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social - Alagoas), 2022.

SPRICIGO, Priscila Wieczorek. O direito à visita íntima e a rressocialização do indivíduo submetido à pena privativa de liberdade. Revista Jus Navigandi, ISSN 1518-4862, Teresina,a no 18, n.3583, 23 abr.2 013.

SCOLESE, Eduardo; (SãoPaulo). Folha de São Paulo. Apenas 9% das Presas Têm Visita Íntima, 2015.

VARELLA, Drauzio. Prisioneiras: Solidão. São Paulo: Companhia das Letras, 2017. 27p.

Published

07/12/2023

How to Cite

CALHEIROS, A. L. T.; DE ARAUJO, D. M. T.; DE SOUZA, G. R. B. As mulheres encarceradas e o dilema em exercer o papel de mãe. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 6, n. 4, p. 14765–14777, 2023. DOI: 10.34119/bjhrv6n4-063. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/61370. Acesso em: 17 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers