Análise e comparação de espessantes alimentares para modificar densidade de suplementos nutricionais convencionais
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv6n4-058Keywords:
ciências da nutrição, suplementos nutricionais, transtornos de deglutição, espessantes, terapia nutricionalAbstract
A disfagia é resultante de distúrbios na saúde que causam danos ao trato gastrointestinal superior ou alterações neurológicas. É fator de risco para broncoaspiração, desnutrição, desidratação e sarcopenia. A tornar necessário modificações na dieta para uma alimentação segura e adequada. O estudo teve como objetivos identificar a possibilidade do paciente disfágico espessar Suplemento Nutricional (SN), avaliar a posologia padrão de diferentes marcas de espessantes (EA) em SN para obtenção da consistência néctar. O estudo é do tipo pesquisa experimental qualitativa. Realizou- se análise situacional, revisão de literatura e ensaio em laboratório. O referencial teórico foram estudos anexados na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) mediante os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): Transtornos de Deglutição e Terapia Nutricional, com o conector booleano AND. A avaliação foi realizada no Laboratório Cozinha Industrial de um centro universitário do agreste pernambucano no município de Caruaru. Utilizou-se 4 EA de marcas distintas, sendo 2 a base de amido (AM) e 2 a base de goma xantana (GX). Manteve-se água pura como controle negativo, água espessada com os 4 tipos de EA como controle positivo. Em conjunto de 4 marcas de SN de garrafa sabor baunilha contendo 200mL. De cada SN foi adquirido 4 unidades, sendo 200mL de testagem para cada marca de EA. A posologia seguiu o recomendado do rótulo de cada produto através de pesagem em balança semi-analítica. Os parâmetros de qualificação foram: Consistência; Solubilidade; Estabilidade após 60 minutos. Totalizando as amostras: SN1-Suplemento 1; SN2-Suplemento 2; SN3-Suplemento 3; SN4-Suplemento 4; EA1 – Espessante 1; EA2 – Espessante 2; EA3 – Espessante 3 e EA4 – Espessante 4. Sendo EA2 e EA4 a base de GX, EA1 e EA3 a AM. Os SNO foram totalmente adicionados em copos 250mL de vidro para acréscimo do produto. Misturados com colher de sobremesa para observação e descansados por 60 minutos. Resultados: Cada SN exibiu resultados semelhantes para o mesmo EA. O SN4 com menor solubilidade para todos os produtos em pó. Os EA2 e EA4 atingiram a consistência néctar mediante posologia do fabricante. Contudo, o EA2 apresentou maior dissolvência e estabilidade, apesar da utilização de 0,4g a mais de produto que o EA4. Os EA1 e EA3 necessitaram de quantidade de produto além do recomendado no rótulo para atingir consistência. Mas, com os parâmetros indesejáveis. Com base na análise, apenas os EA a base de GX conseguiram promover ao SN a consistência néctar de forma desejável para consumo, com menor quantidade de produto. O EA2 atingiu melhor resultado, contudo, é o produto de maior custo. Contrapostos ao controle positivo, demonstram a improbabilidade do produto em pó agir de maneira semelhante a água com o SN. Como conclusão os espessantes a base de GX mostram-se melhores opções. Torna-se evidente a dificuldade do paciente disfágico atingir metas energéticas por obstáculos econômicos do mercado.
References
CHEN, Kuan-Cheng et al. Sarcopenic dysphagia: A narrative review from diagnosis to intervention. Nutrients, v. 13, n. 11, p. 4043, 2021.
DE ARAÚJO FONSÊCA, Ilanna Cibele Delgado et al. Disfagia Sarcopênica em idosos: revisão integrativa. Research, Society and Development, v. 11, n. 6, p. e34911629067-e34911629067, 2022.
DELEVATTI, Carine et al. Prevalência e fatores de risco para disfagia orofaríngea em idosos frágeis com fraturas traumato-ortopédicas. Audiology-Communication Research, v. 25, 2020.
DELLIS, Spilios et al. Sarcopenic dysphagia. a narrative review. Journal of Frailty, Sarcopenia and Falls, v. 3, n. 1, p. 1, 2018.
ITAQUY, Roberta Baldino et al. Disfagia e acidente vascular cerebral: relação entre o grau de severidade e o nível de comprometimento neurológico. Jornal da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, v. 23, p. 385-389, 2011.
MELO FILHO, Mário Rodrigues de et al. Qualidade de vida de pacientes com carcinoma em cabeça e pescoço. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology, v. 79, p. 82-88, 2013.
MORETI, Felipe et al. Sinais, sintomas e função vocal em indivíduos com disfagia tratados de câncer de cabeça e pescoço. Audiology-Communication Research, v. 23, 2018.
SADAKANE-SAKURAMOTO, Ayumi et al. Change in nutritional status and dysphagia after resection of head and neck cancer. Nutrients, v. 13, n. 7, p. 2438, 2021.
SHIMAZU, Sayuri et al. Frequent and personalized nutritional support leads to improved nutritional status, activities of daily living, and dysphagia after stroke. Nutrition, v. 83, p. 111091, 2021.
SHIMIZU, A. et al. The Japanese Working Group on Sarcopenic Dysphagia Nutritional management enhances the recovery of swallowing ability in older patients with sarcopenic dysphagia. Nutrients, v. 13, p. 596, 2021.


