Doenças tropicais com maior persistência no Amazonas: um olhar retrospectivo de cinco anos
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv6n4-045Keywords:
doenças transmissíveis, epidemiologia clínica, doenças negligenciadas, vulnerabilidade em saúde, saúde públicaAbstract
Introdução: As doenças infectocontagiosas são aquelas de fácil e rápida transmissão, provocadas por agentes patogênicos. Objetivo: Descrever as dez doenças infectocontagiosas com maior persistência no Amazonas registradas no hospital de referência entre os anos de 2018 a 2021 enfatizando os possíveis fatores de risco facilitadores da cadeia de transmissão. Delineamento: Estudo retrospectivo, descritivo com abordagem quantitativa. Resultados: foram registradas no período um total de 34.537 doenças infecciosas e parasitarias e outros agravos, destes, 1.472 (4,2%) evoluíram para óbitos. No período foram registrados dois surtos: o primeiro foi o de sarampo em 2018 com 578 casos sem nenhum óbito, o segundo de varíola do macaco (Monkeypox) em 2022 com 107 casos nenhum óbito e uma pandemia causada pelo Corona Vírus (SarCov2) que iniciou no final de 2019 e se estende até a presente data com registro de 2.222 casos somente nesta instituição de saúde com 138 (6,2%) óbitos. Implicações: Caso não haja medidas efetivas para diminuir a transmissibilidade dessa patologias, a persistência das mesmas pode ter impacto direto no aumento dos gastos públicos e também na qualidade de vida e na produtividade que cada pessoa pode desempenhar no mercado e na sociedade.
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