Mortalidade por Diabetes Mellitus no nordeste do Brasil no período de 2014 a 2018

Authors

  • Erika Cristina Moura da Silva Negreiros
  • Laiany Caroline dos Santos Silva
  • Ana Carolina Ribeiro de Araujo e Araujo
  • Laura Rosa Carvalho Dias
  • Luís Victor Moraes de Moura
  • Isabella Mota Santa Rosa
  • José Mário de Menezes Filho
  • Consuelo Penha Castro Marques

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv6n4-014

Keywords:

Diabetes, óbitos, epidemiologia

Abstract

O Diabetes Mellitus (DM) é um grupo de distúrbios metabólicos marcado pela hiperglicemia, e classifica-se em diversos subtipos. Atualmente é grande desafio para os sistemas de saúde do mundo, com aumento progressivo de impacto devido à urbanização e industrialização, por consequência de hábitos de vida não saudáveis.  Esta desordem metabólica encontra-se dentre os cincos principais riscos para mortalidade no mundo, podendo desencadear complicações agudas ou crônicas no sistema cardiovascular, renal e neurológico, geralmente com alterações funcionais em órgãos, especificamente, coração, rins, encéfalo e vasos sanguíneos no geral. Este estudo teve o objetivo de analisar a mortalidade por Diabetes Mellitus na Região Nordeste brasileira entre os anos de 2014 a 2018, através de estudo epidemiológico de série temporal, com dados secundários DATASUS- Ministério da Saúde, com pesquisa das variáveis: sexo, raça, escolaridade, faixa etária, estado civil, local de ocorrência, Nordeste, categoria CID-10, diabetes. Os dados foram expressos em números absolutos, percentuais e estatística descritiva. Foram encontrados 101.636 casos, sendo 56% do sexo feminino e maior número, respectivamente, nos estados Bahia e Pernambuco. A maioria dos óbitos está concentrada na categoria diabetes mellitus não especificada, seguido da categoria não insulino-dependente e insulinodependente. Quanto à escolaridade, 35% dos óbitos estão na categoria nenhuma escoloridade e 23% com 1 a 3 anos de estudo. No quesito faixa etária, observa-se maioria de óbitos a partir de 80 anos, com progressão da quantidade à medida que aumenta a faixa etária. Encontra-se prevalência de 58% dos óbitos na raça parda, seguido por raça branca e preta, respectivamente. Os óbitos ocorreram em sua maioria em pessoas casadas, sendo 39% dos casos, seguido de viúvos, 29%, e solteiros 24%. O local de ocorrência mais registrado foi no hospital, com 63% dos óbitos e 31% em outro estabelecimento de saúde. O perfil epidemiológico traçado aponta a necessidade de articulação de estratégias regionalizadas e peculiares, com promoção e educação em saúde, objetivando melhor manejo do DM e diminuição das taxas de mortalidade, principalmente as de faixas etárias precoces.

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Published

07/04/2023

How to Cite

NEGREIROS, E. C. M. da S.; SILVA, L. C. dos S.; E ARAUJO, A. C. R. de A.; DIAS, L. R. C.; DE MOURA, L. V. M.; ROSA, I. M. S.; DE MENEZES FILHO, J. M.; MARQUES, C. P. C. Mortalidade por Diabetes Mellitus no nordeste do Brasil no período de 2014 a 2018. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 6, n. 4, p. 14138–14155, 2023. DOI: 10.34119/bjhrv6n4-014. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/61175. Acesso em: 17 oct. 2026.

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Original Papers