Fatores de risco da Síndrome Metabólica e os aspectos comportamentais ocasionados pela múltipla jornada do docente médico
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv6n3-415Keywords:
síndrome metabólica, docente médico, jornada de trabalhoAbstract
Objetivos: Este artigo visa analisar as variáveis relacionadas ao desenvolvimento da Síndrome Metabólica nos docentes médicos ocasionado por uma múltipla jornada de trabalho através de suas informações pessoais, situação ocupacional e emocional, aliado aos hábitos de vida. Metodologia: Trata-se de um estudo do tipo observacional transversal, realizado através de um questionário via plataforma online, com docentes da instituição de ensino CESMAC. Resultados: Observou-se maior presença de fatores de risco para SM em adultos entre 35 e 44 anos e no sexo feminino. Encontrou-se, ainda, maiores fatores indutores de SM em indivíduos com mais de três empregos e naqueles que trabalham mais de oito horas diárias. No que concerne ao padrão alimentar, aqueles que responderam como “Bom”, com alimentação semelhante à dieta do mediterrâneo apresentaram redução de triglicerídeos e elevação de HDL. Além disso, docentes médicos que realizam atividade física classificada como regular em relação a frequência e duração demonstraram menores percentuais dentro dos critérios diagnósticos da síndrome. Ademais, observou-se maiores porcentagens de alterações nos componentes da SM em participantes com menos de 8 horas de sono diário. Outrossim, profissionais com múltiplas jornadas de trabalho apresentam cansaço excessivo, levando a um estresse crônico e dobrando as chances de desenvolver a síndrome metabólica. Conclusão: Nota-se que docentes jovens são vulneráveis à síndrome, pois, devido sua disposição, acumulam atividades reduzindo o tempo para realizar hábitos saudáveis. Já as mulheres, a docência, o trabalho extra e cuidados domésticos as tornam expostas à SM. Além disso, quanto mais horas de trabalho e maior esgotamento emocional, maior risco a SM.
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