Atendimento odontológico para pacientes surdos
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv6n3-409Keywords:
atendimento odontológico, surdo, comunicação, librasAbstract
Introdução: Durante o atendimento odontológico é imprescindível que o profissional esteja apto a prestar um serviço de qualidade àqueles que são portadores de deficiência auditiva. O cirurgião-dentista precisa desenvolver manobras de inclusão e acessibilidade para que obtenha sucesso no tratamento desses pacientes. A insegurança do profissional, a dificuldade de comunicação e a impaciência do paciente são alguns fatores que podem levar ao insucesso do tratamento. Objetivo: Abordar, por meio de uma revisão de literatura integrativa, o tratamento odontológico para deficientes auditivos. Materiais e Métodos: Foram utilizados 16 artigos das bases de dados PubMed e Scielo, e 2 trabalhos de conclusão de curso da base de dados Scielo, além de dados do site do Conselho federal de odontologia, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e Organização Mundial da Saúde. Os critérios de inclusão foram artigos e trabalhos publicados entre os anos de 2012 e 2022, em inglês e português. Critérios de exclusão foram artigos pagos. Utilizaram-se os descritores: “dentisty”, “deaf”, “dentist”, “libras” e “patient”. Revisão de literatura: A maior parte dos cirurgiões-dentistas não são capacitados para atender pacientes com perda auditiva. A maioria pensa que a leitura labial e a escrita são suficientes para estabelecer uma comunicação eficaz, causando dificuldade na compreensão de informações entre ambos, além de gerar insegurança tanto no paciente como no profissional, comprometendo o atendimento. Linguagem corporal e expressões faciais são fundamentais na interação profissional-paciente. Atualmente há aplicativos de celular para auxiliar o atendimento odontológico. Conclusão: Aprender Libras é um dos primeiros passos que o profissional da odontologia deve dar com o intuito de comunicar-se com o paciente e oferecer a ele um atendimento humanizado. Os cursos de Odontologia devem tornar a disciplina de Libras obrigatória na formação dos cirurgiões-dentistas.
References
ALSHEHRI, A. A., TOGOO, R. A., AIN, T. S. Dental treatment experiences of patients with hearing impairment in southern Saudi arabia: a questionnaire based study. Journal of Clinical and Diagnostic Research, 12 (3): 37-4. 2018.
Brasil. Decreto nº 5626, de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – Libras. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 2005.
FALCÃO, L. A. Surdez cognição visual e LIBRAS estabelecendo novos diálogos. 3. Ed. Recife: Ed. do Autor. 2012.
FERREIRA, C.G., FERRONI, T.S., PAVAO, C. O papel da libras no atendimento odontológico de pacientes surdos. Web Revista Sociodialeto. Vol 10. 2020
FRANÇA, E. G., PONTES, M. A., COSTA, G. M. & FRANÇA, I. S. X. Dificuldades de profissionais na atenção à saúde da pessoa com surdez severa. Ciência y Enfermeria. 22 (3): 107-116. 2016.
JONES, T., CUMBERBATCH, K. Sign language in dental education - A new nexus. Eur; J. Dent. Educ., v.22, n.3, p.143- 150, 2018.
LEANDRO, M. A. Management of the hearing impaired patient in the dental office. 2020. 32f. Course Conclusion Paper (Graduation in Dentistry) – Faculdade Pitágoras, Poços de Caldas, 2020.
MENDONÇA, Glaucia da Silva Gomes. Atendimento Odontológico ao surdo. 22. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Odontologia) – Faculdade São Lucas, Porto Velho -RO, 2015.
MOURA, R. S. et al. A língua brasileira de sinais como disciplina obrigatória na graduação em enfermagem: opinião dos discentes. Rev Enferm Atenção Saúde. V8, n 1: 71-80. 2019.
OLIVEIRA, Y. C.A. et al. A língua brasileira de sinais na formação dos profissionais de Enfermagem, Fisioterapia e Odontologia no estado da Paraíba, Brasil. Interface, 16(43):973-86. 2012.
OLIVEIRA, Y. C.A. et al. Conhecimento e fonte de informações de pessoas surdas sobre saúde e doença. Interface, 19 (54): 549-60. 2015.
PEREIRA, R. M. et al. Percepção das pessoas surdas sobre a comunicação no atendimento odontológico. Revista Ciência Plural, v. 3, n. 2, p. 53-72. 2017.
ROCHA, G. dos S. R.; SAKO, T. A.; GOYA, S. Atenção Odontológica à Pessoa Surda: uma Revisão da Literatura. Ensaios e Ciência C Biológicas Agrárias e da Saúde, [S. l.], v. 25, n. 5-esp., p. 802–808. 2022.
SANCHES, I. C. B. et al. O papel do enfermeiro frente ao paciente surdo. Revista de Enfermagem. V 13, N 3:858-62. 2019.
SANTOS, V. G. Inclusão e acessibilidade no atendimento odontológico para pessoas com deficiência auditiva. Revista Cathedral. 3(2):11-25. 2020.
SAGÁRIO, J., GOMES M. P., BOTELHO, M.P. Uma proposta para melhorar a comunicação entre profissionais de Odontologia e o paciente surdo. Mostra Interna de Trabalhos de Iniciação Científica; p. 1-14, MaringáPR. Centro Universitário de Maringá, 2012.
SILVA, L. Z. et al. Sinais específicos em Libras para o ensino odontológico. Revista da ABENO: V 18, n 2: 135-142. 2018.
SOUZA, E. M., ALMEIDA, M. A. P. T. Atendimento ao surdo na atenção básica: perspectiva da equipe multidisciplinar. V 10, n 33. Revista multidisciplinar e de psicologia. 2017.
SOUZA, R. A. A implantação da Libras nas licenciaturas: desmitificando conceitos. Rev Edu. Artes e Inclusão;13(3):85. 2017.
ROCHA, A. P., SILVA JR, F. V., ARAÚJO, L. M. Odontologia Inclusiva: A Importância da Comunicação Através de Técnicas Empregadas em Atendimentos Odontológicos Exclusivos à Pacientes Portadores de Deficiência Auditiva e/ou Visual. JNT- Facit Business and Technology Journal. Ed. 29. V. 1. Págs. 86-97. 2021.
World Health Organization. Deafness and hearing loss. 2021. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/hearing-loss#tab=tab_1.


