Ageísmo como forma de violência e seu impacto na qualidade de vida do idoso

Authors

  • Cristina Braga
  • Aloísio Olímpio
  • Karen Ruggeri Saad
  • Aline de Lima Marques Siqueira
  • Francyelly Cardoso de Araújo
  • Yasmin Sousa Gomes
  • Rayene Gonçalves Melo
  • Taynara Ferreira da Silva
  • Fernanda Sebastiana Pitanga
  • Magda Rodrigues Leal
  • Juliana de Oliveira Musse Silva
  • Marcelo Marreira
  • Maria Aurora Dias Gaspar
  • Claudia Cristina Soares Muniz
  • Marcia Kiyomi Koike

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv6n3-358

Keywords:

ageísmo, violência, qualidade de vida, idoso

Abstract

INTRODUÇÃO - No Brasil, nos últimos anos vem ocorrendo um processo de inversão da pirâmide populacional, ou seja, um decréscimo das taxas de natalidade e mortalidade e um aumento na expectativa de vida. A Assembleia Mundial de Saúde declarou a violência como um problema de saúde pública mundial, devido as suas consequências, além do aumento da demanda que acarreta serviços de saúde e altos custos financeiros e sociais em todo mundo. O envelhecimento trouxe consigo uma maior visibilidade do processo de envelhecimento, sendo um dos mais graves a discriminação etária também muito discutida nesta pandemia. Essa discriminação se manifesta de formas diversas como ações, gestos e discursos preconceituosos na rotina da pessoa idosa O termo ageísmo, vêm da palavra inglesa ageism, e foi citada pela primeira vez por um estudioso pioneiro no tema, o psiquiatra americano Robert Butler, nos anos de 1969, para descrever o preconceito que a sociedade tem contra pessoas mais velhas. OBJETIVO: Refletir sobre o impacto do ageísmo na qualidade de vido do idoso, e sua prática uma forma de violência contra seus direitos como cidadão. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo teórico-reflexivo, que apresenta que utiliza como referência o ageísmo termo criado em 1969, que se refere ao preconceito contra pessoa idoso, que tomou uma excessiva visibilidade na pandemia de COVID 19. As reflexões aqui propostas derivaram de embasamento teórico-prático utilizando a literatura nacional e internacional relacionada ao tema e à experiência das autoras na prática, no ensino e na pesquisa nas áreas da saúde do idoso e fez parte de um estudo realizado alunos de iniciação científica da UNIVERSIDADE NOVE DE JUHO. RESULTADOS: É mais do que claro de que, acordo com estudos,  que envelhecer não é sinônimo de doença, inatividade e perda do papel social. Há mais de 40 anos vem se propondo a conscientização social de que é possível considerar o envelhecimento como um processo positivo, voltado como um momento da vida de bem-estar e prazer. O que contribuiu com este fato,  foi a política de desenvolvimento ativo, proposta pela Organização Mundial da Saúde, onde uma das recomendações acerca do bem envelhecer prioriza a compreensão que envelhecer bem não é apenas responsabilidade do indivíduo e, sim, um processo que deve ser respaldado por políticas públicas e por iniciativas sociais e de saúde ao longo do curso da vida do indivíduo na sociedade. Sendo assim, o ageísmo como forma de violência contra o idoso contribui para a construção de estereótipos que não são apenas formas simplistas de descrever um grupo, mas estruturas cognitivas que permeiam os modos de pensar e de agir de uma sociedade, podendo ser positivos, negativos ou neutros. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Apesar das limitações expressas frente à falta instrumentos de mensuração da conexão entre ageísmo, qualidade de vida e envelhecimento, a contribuição do estudo se dá devido ao seu caráter reflexivo na prática de discussões acerca do envelhecimento evidenciando as possibilidades de conexões e interlocuções possíveis o ageísmo, a violência e a qualidade de vida no envelhecimento.

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Published

06/16/2023

How to Cite

BRAGA, C.; OLÍMPIO, A.; SAAD, K. R.; SIQUEIRA, A. de L. M.; DE ARAÚJO, F. C.; GOMES, Y. S.; MELO, R. G.; DA SILVA, T. F.; PITANGA, F. S.; LEAL, M. R.; SILVA, J. de O. M.; MARREIRA, M.; GASPAR, M. A. D.; MUNIZ, C. C. S.; KOIKE, M. K. Ageísmo como forma de violência e seu impacto na qualidade de vida do idoso. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 6, n. 3, p. 13006–13019, 2023. DOI: 10.34119/bjhrv6n3-358. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/60742. Acesso em: 19 oct. 2026.

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Original Papers