Pneumonia adquirida na comunidade: aspectos etiopatogênicos, métodos diagnósticos e condutas terapêuticas
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv6n3-345Keywords:
Pneumonia adquirida na comunidade, etiologia, tratamento, diagnósticoAbstract
A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) consiste em uma infecção pulmonar aguda infecciosa que acomete indivíduos fora do ambiente hospitalar ou de demais centros de saúde. Etiologicamente, sabe-se que a PAC pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos, estando associada a uma ampla gama de microrganismos patogênicos, o que caracteriza a sua apresentação como típica ou atípica. Em virtude da sua variedade etiológica, a epidemiologia é variada e a incidência depende de diversos fatores. Sua patogênese envolve uma complexa interação entre os agentes etiológicos, os fatores imunes do hospedeiro e os fatores ambientais. Todavia, sabe-se que decorre da microaspiração dos patógenos, os quais atingem as vias aéreas inferiores e desencadeiam uma resposta inflamatória exuberante, levando à consolidação pulmonar, o que compromete a eficiência da troca gasosa alveolar. As manifestações clínicas decorrentes da PAC são amplas e variam de paciente para paciente e conforme a apresentação e gravidade da doença. Contudo, a sintomatologia clássica cursa com dispneia, tosse produtiva e febre. No que tange ao diagnóstico, este é, frequentemente, clínico, baseado na história de evolução da doença e no exame físico. Comumente, utiliza-se métodos para confirmação diagnóstica, como exames laboratoriais e exames de imagem, em especial a radiografia de tórax. Tais exames ajudam coletivamente a confirmar a presença de uma pneumonia, avaliando sua gravidade e, em alguns casos, identificando o patógeno causador, o que aumenta as chances de sucesso terapêutico. Ademais, escores de gravidade da doença são, usualmente, utilizados, como o Pneumonia Severity Index (PSI) e o CURB-65, os quais auxiliam na determinação do nível em que o tratamento será realizado, considerando que pode ser ambulatorial ou hospitalar. O manejo terapêutico é imprescindível, a fim de evitar evolução do quadro e piora progressiva da função pulmonar, o qual é realizado com esquemas antimicrobianos, a depender da suspeita do agente etiológico, da gravidade do quadro e das comorbidades de cada paciente.
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