Situação vacinal de crianças e adolescentes em Teresina-PI
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv6n3-324Keywords:
cobertura vacinal, vacinação, programas de imunizaçãoAbstract
A vacinação é considerada uma das medidas mais eficazes e custo-efetivas responsáveis pela erradicação e pelo controle de diversas afecções preveníveis em todo o mundo. Não obstante, a possibilidade da ocorrência da redução na cobertura vacinal, especialmente com o advento da pandemia COVID-19 deflagrada no fim de 2019, contribuiu para a recrudescência de doenças até então debeladas. Destarte, com a intenção de realizar uma análise que pondere as faixas etárias, desde a infância até a juvenilidade, bem como a tendência de cobertura vacinal, o presente estudo teve o objetivo avaliar a cobertura vacinal de crianças e adolescentes, envolvendo as faixas etárias de 0 a 17 anos e 11 meses. Este trata-se de um estudo do tipo observacional, descritivo, transversal e de abordagem qualitativa, realizado na cidade de Teresina-Piauí, de 2018 a 2022, utilizando dados do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações e coleta de dados em três Unidades Básicas de Saúde (UBS), incluindo Maria Dulce Cunha, Reginaldo M. Castro e Tania M. Melo Rodrigues. Com a realização desta pesquisa observou-se que ocorreu atraso vacinal significativo na amostra estudada, na qual 24 crianças, o que corresponde a 38,2% da amostra, estavam com as imunizações desatualizadas, especialmente devido a fatores como escassez de tempo livre, coincidência com o horário de trabalho dos pais e presença de recursos imunizantes insuficientes. Desse modo, o estudo evidenciou uma considerável redução na cobertura vacinal nos últimos cinco anos, constatando heterogeneidades consideráveis entre as UBS avaliadas. Por conseguinte, existe a necessidade do estabelecimento de um planejamento estratégico condizente com as características de cada localidade com o propósito de controlar a redução de imunizações e o reaparecimento de doenças já erradicadas no Brasil.
References
ALENCAR, Joana; STUKER, Paola; TOKARSKI, Carolina; ALVES, Iara; ANDRADE, Krislane de. Políticas Públicas e violência baseada no gênero durante a pandemia da Covid-19: ações presentes, ausentes e recomendadas. Brasília, 2020. Disponível em: <https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/10100>. Acesso em: 10 mai 2022.
BRASIL, Ministério da Saúde. Guia de Vigilância Epidemiológica. Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional pela Doença pelo Coronavírus 2019. Brasília, 2020. Acesso em: 10 mai 2022.
BRASIL, Casa Civil et al. Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização eo funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Diário Oficial da união, v. 20, 1990. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8080.htm>. Acesso em: 20 mai 2022.
BRASIL, Ministério da Saúde. Painel de casos de doença pelo coronavírus (Covid-19) em 2019 no Brasil pelo Ministério da Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2020. Acesso em: 10 mai 2022.
BRASIL. Decreto nº 99.710, de 21 de novembro de 1990. Promulga a Convenção sobre os Direitos da Criança. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, 1990. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1990-1994/d99710.htm>. Acesso em: 04 jan 2023.
BRASIL. Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012. Dispõe sobre diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 2012. Disponível em: <https://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2012/Reso466.pdf>. Acesso em: 8 mai 2022.
BRASIL. Sistema Único de Saúde (SUS): estrutura, princípios e como funciona. 2022. Disponível em: <https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sus-estrutura-principios-e-como-funciona>. Acesso em: 03 jun 2022.
CARVALHO, Gilson. A saúde pública no Brasil. Estudos Avançados. 2013, v. 27, n. 78, pp. 7-26. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0103-40142013000200002>. Acesso em: 16 mai 2022.
COFEN: Conselho Federal de Enfermagem. Cofen, 2022. Taxa de vacinação infantil cai e Brasil volta a patamar de 1987. Disponível em: http://www.cofen.gov.br/taxa-de-vacinacao-infantil-cai-e-brasil-volta-a-patamar-de-1987_98834.html. Acesso em: 07 jun. 2022.
CRUZ, Adriane. A queda da imunização no Brasil. Revista Consensus, v. 7, n. 3, p. 20-9, 2017.
GUGEL, S.; GIRARDI, L. M.; VANESKI, L. de M.; DE SOUZA, R. P.; PINOTTI, R. de O. E.; LACHOWICZ, G.; VEIGA, J. F. P. Percepções acerca da importância da vacinação e da recusa vacinal: uma revisão bibliográfica. Brazilian Journal of Development, v. 7, n. 3. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/25872. Acesso em: 21 abr. 2023
LEMOS, Patrícia de Lima et al. Factors associated with the incomplete opportune vaccination schedule up to 12 months of age, Rondonópolis, Mato Grosso. Revista Paulista de Pediatria, v. 40, 2021. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/rpp/a/dC8h6pzKGbhDJmYxfM9jnzx/
abstract/?lang=pt>. Acesso em: 9 jun. 2022.
LEVI, Guido Carlos. Recusa de vacinas: causas e consequências. São Paulo: Segmento Farma, 2013.
LOPES JÚNIOR, L. C. et al. Análise da cobertura vacinal durante a pandemia de covid-19 em vitória, brasil. Journal of Human Growth and Development, v. 31, n. 3, p. 387–397, 1 dez. 2021. Disponível em: < http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-12822021000300003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt#:~:text=Com%20a%20execu%C3%A7%C3%A3o%20do%20plano,interven%C3%A7%C3%A3o%20na%20USF%20S%C3%A3o%20Crist%C3%B3v%C3%A3o>. Acesso em: 9 jun. 2022.
MARCONI, M. A.; LAKATOS, E. M. Metodologia científica. 5 ed. rev. amp. São Paulo: Atlas, 2008.
MILANI, L. R. N.; BUSATO, I. M. S. Causas e consequências da redução da cobertura vacinal no Brasil. Revista de Saúde Pública do Paraná, v. 4, n. 2, p. 157-171, 18 ago. 2021. Acesso 9 mai 2022.
MIZUTA, A. H. et al. Percepções acerca da Importância das Vacinas e da Recusa Vacinal Numa Escola de Medicina. Revista Paulista de Pediatria, v. 37, n. 1, p. 34–40, jan. 2019. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/rpp/a/t8T6KKsDzP5GM6vc5rvPjrR/?format=pdf&lang=pt>. Acesso em: 9 jun. 2022.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Imunização, Vacinas e Biológicos. SAGE funcionando grupo que lida com a hesitação vacinal (março de 2012 a novembro de 2014). Genebra: OMS; 2014. Disponível em: http://www.who.int/imunization/sage/sage_wg_vaccine_hesitancy_apr12/en/ Acessado pela autora em 15 de maio de 2022.
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DE SAÚDE. Folha informativa – COVID-19 (doença causada pelo novo coronavírus), 2020. Disponível em: <https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=articl e&id=6101:COVID19&Itemid=875>. Acessado pela autora em 15 de maio de 2022
PONTE, Carlos Fidelis. Vacinação, controle de qualidade e produção de vacinas no Brasil a partir de 1960. História, Ciências, Saúde-Manguinhos, v. 10, p. 619-653, 2003.
SATO, A. P. Pandemia e coberturas vacinais: desafios para o retorno às escolas. Revista de Saúde Pública, São Paulo, Brasil, v. 54, n. p 02-04, 2022.
SCLIAR, M. Programa Nacional de Imunizações, 30 anos. 1. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2003.
SILVA, A. I. A.; SIQUEIRA, J. G. de; SIQUEIRA, C. G. de. Vacinas: história, negacionismo, ‘fake news’ e a Covid-19 no Brasil hoje. Brazilian Journal of Development, v. 8, n. 5, 2022. Disponível em: < https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/47733> . Acesso em: 21 abr. 2023.
SITTA, Érica Ibelli et al. A contribuição de estudos transversais na área da linguagem com enfoque em afasia. Revista CEFAC, v. 12, p. 1059-1066, 2010.Disponível em: <https://www.scielo.br/j/rcefac/a/S9m5RHBGCFhdWCvwygNYmBq/?format=pdf&lang=pt>. Acesso em 8 de mai 2022.
SUCCI, Regina Célia de Menezes. Vaccine refusal-what we need to know. Jornal de pediatria, v. 94, p. 574-581, 2018. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/
article/pii/S2255553618300922?via%3Dihub>. Acesso em: 9 jun. 2022.
UNICEF: Fundo das Nações Unidas para a Infância. Unicef, 2022. 3 em Cada 10 Crianças no Brasil Não Receberam Vacinas que Salvam Vidas. Disponível em: <https://www.unicef.org/brazil/comunicados-de-imprensa/3-em-cada-10-criancas-no-brasil-nao-receberam-vacinas-que-salvam-vidas>. Acesso 7 jun. 2022.
UPTODATE. Standard childhood vaccine: Parental hesitancy or refusal. Disponível em: <https://www.uptodate.com/contents/stan>. Acesso em: 3 jun. 2022.
UPTODATE. Standard immunizations for children and adolescents: Overview. Disponível em: https:/www.uptodate.com/contents/standard-immunizations-for-children-and-adolescents-overview>. Acesso em: 1 mar. 2022.


