Perfil epidemiológico da prematuridade na região da Ibiapaba

Authors

  • Alysan Gomes de Vasconcelos
  • Carlos Helton Vieira de Miranda
  • Renaledângela Gomes de Vasconcelos
  • Thaís Gomes de Vasconcelos
  • Zilmara Tavares de Souza Cosme
  • Mariana Rodrigues Bezerra
  • Rita de Cássia Abreu Souza
  • Ana Larissy Parente Donato

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv6n3-312

Keywords:

trabalho de parto prematuro, prematuridade, neonatologia

Abstract

A prematuridade é fruto de motivos diversos e não previsíveis, em qualquer lugar e classe social. Acarreta às famílias e à sociedade um dispêndio social e financeiro de difícil medida. Requer da estrutura assistencial habilidade técnica e equipamentos nem sempre acessíveis. Acomete diretamente a estrutura familiar modificando as expectativas e anseios que envolvem a perinatalidade. É dificultoso determinar os fatores que induzem e são induzidos pelo intricado processo do nascimento prematuro. A pesquisa teve com objetivo caracterizar o perfil epidemiológico dos recém-nascidos prematuros na região da Ibiapaba, Foi realizada no Hospital Maternidade Madalena Nunes em Tianguá, por meio de análise de prontuários de gestantes que realizaram parto prematuro moderado no ano de 2011 a 2013. O estudo foi descritivo-exploratório com abordagem quantitativa do tipo documental. As informações foram coletadas por meio de um instrumento do tipo formulário checklist. Com base na pesquisa apresentada, a maioria dos trabalhos de partos prematuros tem origem desconhecida, evoluindo fisiologicamente como acontece nos partos a termo. Existe uma incidência elevada de partos, pré-termo na região da Ibiapaba, e isso torna o assunto um importante problema de saúde em pública. Os resultados mostraram que a faixa etária que apresentou maior número de gestantes que realizaram partos pré-termo foi a faixa etária de 26 a 30 anos, com média de 28%. A maioria das gestantes (51,2%) tem somente o ensino fundamental completo. A população estudada, 65,9%, não teve parto prematuro anterior. O estudo demonstrou que 34,1% realizaram de 0 a 5 consultas de pré-natal, 54,9% realizaram de 6 a 9 consultas e 11%de 10 a 11 consultas. Em relação ao peso do RNPT ao nascer apresentado na tabela 16 a seguir, observou-se que a maioria dos RNs apresentou peso igual ou superior a 2000g, independentemente da idade gestacional. A partir dos dados coletados e analisados, podemos constatar a necessidade de se desenvolvimento de estratégias e a capacitação dos profissionais responsáveis pelo acompanhamento da gestante, para o reconhecimento precoce de sinais e sintomas que possam evoluir para o parto antes do termo e dessa forma tentar reduzir as taxas de morbidade e mortalidade neonatal.

References

ALMEIDA, A. C.et al. Fatores de risco maternos para prematuridade em uma maternidade pública de Imperatriz- MA. Rev Gaúcha Enferm., Porto Alegre (RS), v.33, n.2, p.86-94, jun.2012.

ALVES, A. M. A. et al. Cuidados para o recém-nascido enfermo. In: FIGUEIREDO, N. M. A. (org) Ensinando a cuidar da mulher, do homem e do recém-nascido. 4.ed. São Paulo: Difusão enfermagem, 2003. cap.10. p.381-412.

ANDREANI, G.; CUSTODIO, Z. A. O.; CREPALDI, M. A. Tecendo as redes de apoio na prematuridade. Aletheia, Canoas, n. 24, p.115-126, dez. 2006.

ARAÚJO, B. F. et al. Estudo da mortalidade de recém-nascidos internados na UTI neonatal do Hospital Geral de Caxias do Sul, Rio Grande do Sul. Rev. Bras. Saúde Matern. Infant., Recife, v.5, n.4, p.463-469, 2005.

BITTAR, R. E.; ZUGAIB, M. Indicadores de risco para o parto prematuro. Rev.Bras.Ginecol.Obstet, [S.I], v.31, n.4, p. 203-209, 2009.

BRASIL. Secretaria de Políticas de Saúde. Área Técnica de Saúde da Mulher. Parto, aborto e puerpério: assistência humanizada à mulher. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2003. 143 p.

______. Organização Mundial de Saúde. Relatório anual de 2004. Brasília: Ministério da Saúde, 2004.

______. Saúde Brasil 2005: uma análise da situação de saúde no Brasil.Brasília: Ministério da Saúde, 2005.

______. Boletim do Instituto de Saúde. Humanização em saúde III. 3ª ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. 61 p.

CASCAES, A. M.et al. Prematuridade e fatores associados no Estado de Santa Catarina, Brasil, no ano de 2005: análise dos dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos. Cad Saúde Pública, [S.I], v.24, n.5, p. 1024-1032, 2008.

DEMARTINI, A. A. C.; BAGATIN, A. C.; SILVA, R. P. G. V. C.; BOGUSZEWSKI, M. C. S. Crescimento de crianças nascidas prematuras. Arq. Bras. Endocrinol. Metab. 2011; 55/8.

EUSER, A. M. et al. Growth of preterm born children.Horm Res., v.70, n.6, p.319-328, 2008.

GOLDENBER, G. P.; FIGUEIREDO, M. C. T.; SILVA, R. S. Gravidez na adolescência, pré-natal e resultados perinatais em Montes Claros, Minas Gerais, Brasil. CadSaude Publica, Brasília, v.21, n.4, p.1077 –1085, jul./ago. 2005.

GRAVENA, A. A. F. et al. Resultados perinatais em gestações tardias.Rev. Esc. Enferm. USP, São Paulo, v.46, n.1, p.15-21, 2012. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v46n1/v46n1a02.pdf >. Acesso em: 01 Nov. 2014.

GRAVETT, M. G.; RUBENS, C. E.; NUNES, T. M. Global report on preterm birth and stillbirth (2 of 7): discovery science. BMC Pregnancy Childbirth, v.10, (Suppl 1), S2, 2010.

HAYAKAWA, L. M. et al. Incidência de reinternação de prematuros com muito baixo peso nascidos em um hospital universitário. Esc. Anna Nery Rev. Enferm.,São Paulo, v.14, n.2, p. 324-329, abr./jun. 2010.

MACÊDO, R. Z. de; MENESES, K. C. B.; FACHIN, L. P.; SANTOS, M. J. M. de A.; CRUZ, A. A. L. da; MERGULHÃO, B. de C. R.; LIMA, T. T.; EMÍDIO, M. S. L. O conhecimento dos médicos pediatras e residentes sobre a relação entre prematuridade e alterações na cavidade bucal / The knowledge of pediatric and resident doctors about the relationship between prematurity and changes in the oral cavity. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 4, n. 5, 2021. DOI: 10.34119/bjhrv4n5-383. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/38257. Acesso em: 28 may. 2023.

MAIA, R. R. P.; SOUZA, J. M. P. Fatores associados ao baixo peso ao nascer em município do norte do Brasil. Rev. Bras. Crescimento Desenvolv. Hum.,Cruzeiro do Sul, v.20, n.3, p.: 735-744, 2010.

MARQUE, F. C.; DIAS, I. M. V.; AZEVEDO, L. A percepção da equipe de enfermagem sobre humanização do parto e nascimento. Esc. Anna Nery Rev. Enferm.,Rio de Janeiro, v.10, n.3, p.: 439-447, dez. 2006.

MONTENEGRO, C. A. B.; REZENDE FILHO, J. Obstetrícia Fundamental. 12.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012.

MORAES, C. L.; REICHENHEIM, M. E. Rastreamento de uso de álcool por gestantes de serviços públicos de saúde do Rio de Janeiro. Rev. Saude Publica., [S.I], v.41, n.5, p. 695-703, 2007.

NASCIMENTO, C. A. D. et al. Percepção de enfermeiros sobre os pais de prematuros em unidade de terapia intensiva neonatal. Rev. Rene., Recife, v.14, n.4, p.811-820, 2013.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Relatório anual de 2004. Disponível em: http:www.portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/relatorio_snvs_ac_2ed.pdf. Acesso em 08 mar. 2014.

RAMOS, H. A. C.; CUMAN, R. K. N. Fatores de risco para prematuridade: pesquisa documental. Esc Anna Nery Rev. Enferm., Guarapuava, v.13, n.2, p. 297-304, abr./jun.2009.

SALGE, M. et al. Fatores maternos e neonatais associados à prematuridade. Rev. Eletr. Enf., Goiás, v. 11, n. 3, p. 642-646, 2009.

SANTOS, M. M. A. S. et al. Estado nutricional pré-gestacional, ganho de peso materno, condições da assistência pré-natal e desfechos perinatais adversos entre puérperas adolescentes. Rev. Bras. de Epidemiol., São Paulo, v.15, n.1, p.143-154, 2012.

SILVA, R. P. et al. Prematuridade: características maternas e neonatais segundo dados do sistema de informações sobre nascidos vivos. Rev.Enferm. UFPE, Recife, v.7, n.5, p.1349-1355, maio. 2013.

SOARES, E. S.; MENEZES, G. M. S. Fatores associados à mortalidade neonatal precoce: análise de situação no nível local. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, v.19, n.1, p. 51-60, mar. 2010. Disponível em: <http://scielo.iec.pa.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S167949742010000100007&lng=pt>. Acesso em: 06 nov. 2014.

SOUZA, D. M. L. de; MAIA, L. C. da S.; ZÊGO, Z. D. F.; JAEGER, G. P.; MACIEL, W. S. Prevalência de prematuridade e fatores associados no estado do Rio Grande do Sul / Prevalence of prematurity and associated factors in the state of Rio Grande do Sul. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 2, n. 5, p. 4052–4070, 2019. DOI: 10.34119/bjhrv2n5-014. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/3237. Acesso em: 28 may. 2023.

UCHIMURA, T. T.; PELISSARI, D. M.; UCHIMURA, N. S. Baixo peso ao nascer e fatores associados. Rev Gaúcha Enferm, Porto Alegre, v.29, n.1, p. 33-38, 2008.

Published

06/13/2023

How to Cite

DE VASCONCELOS, A. G.; DE MIRANDA, C. H. V.; DE VASCONCELOS, R. G.; DE VASCONCELOS, T. G.; COSME, Z. T. de S.; BEZERRA, M. R.; SOUZA, R. de C. A.; DONATO, A. L. P. Perfil epidemiológico da prematuridade na região da Ibiapaba. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 6, n. 3, p. 12397–12413, 2023. DOI: 10.34119/bjhrv6n3-312. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/60617. Acesso em: 20 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers