Violência obstétrica: conhecimento dos enfermeiros na estratégia saúde da família
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv6n3-171Keywords:
parto humanizado, violência, mulheresAbstract
Objetivo: identificar o conhecimento dos enfermeiros na Estratégia Saúde da Família sobre a violência obstétrica. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo de caráter retrospectivo, descritivo, corte transversal e análise quantitativa. A pesquisa foi realizada com enfermeiros que trabalham na Estratégia Saúde da Família em uma cidade do norte de Minas Gerais. Foram coletados dados sociodemográficos, de formação e profissionais atuantes na Estratégia Saúde da Família, bem como dados sobre o conhecimento e atitude dos enfermeiros em relação a violência obstétrica. Foi aprovado pelo Comitê de Ética em pesquisa da rede SOEBRAS sobre o parecer número 4.195.693. Resultados: Participaram da pesquisa 37 enfermeiros com a média de idade de 34 anos, os quais a maioria eram especialistas (84,8%). Foi possível verificar que os profissionais possuem um nível aceitável de conhecimento acerca da violência obstétrica. Conclusão: O estudo possibilitou a visualização ampliada da violência obstétrica como um problema de saúde pública. Diante dessa percepção, é necessário que haja mais divulgações sobre o tema, para que as mulheres tenham acesso ampliado às informações e aos seus direitos.
References
- Brasil. Ministério da Saúde. Diretrizes nacionais de assistência ao parto normal. Brasília, 2017.Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_nacionais_assistencia_parto_normal.pdf.
- Sena LM, Tesser CD. Violência obstétrica no Brasil e o ciberativismo de mulheres mães: relato de duas experiências. Interface (Botucatu); 2017 mar; 21(60):209-220. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-32832017000100209&lng=en.
- Abreu K., Brandão A, Torres M. Qualidade de vida de gestantes acompanhadas na atenção primária à saúde. Saúde em Redes. 2019; 5(1):59- 73, 2019. Disponível em: http://revista.redeunida.org.br/ojs/index.php/rede-unida/article/view/1697/PDF.
- Leal MC, Bittencourt SA, Esteves-Pereira AP, Ayres BVS, Silva LBRAA, Thomaz EBAF et al. Avanços na assistência ao parto no Brasil: resultados preliminares de dois estudos avaliativos. Cad. Saúde Pública. 2019; 35(7): e00223018. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2019000905002&lng=en.
- Santos ALM, Backes MTS, Smeha LN, Freitas HMB, Souza MHT. Violência Obstétrica: Percepção dos profissionais de enfermagem acerca do cuidado. Ciências da Saúde. 2018; 19(2):301-309. Disponível em:https://periodicos.ufn.edu.br/index.php/disciplinarumS/article/view/2514#:~:text=A%20assist%C3%AAncia%20obst%C3%A9trica%20agressiva%20e,enfermagem%20acerca%20da%20viol%C3%AAncia%20obst%C3%A9trica.&text=Concluiu%2Dse%20que%20a%20viol%C3%AAn cia,a%20vontade%20da%20gestante%2Fpu%C3%A9rpera.
- Andrade PON, Silva JQP, Diniz CMM, Caminha MFC. Fatores associados à violência obstétrica na assistência ao parto vaginal em uma maternidade de alta complexidade em Recife, Pernambuco. Rev. Bras. Saude Mater. Infant. 2016 mar; 16(1): 29-37. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-38292016000100029&lng=en.
- Brasil. Ministério da Saúde. Cadernos Humaniza SUS - Volume 4: Humanização do parto e do nascimento. Disponível em: http://www.redehumanizasus.net/sites/default/files/caderno_humanizasus_v4_humanizacao_par to.pdf.
- Jewkes R, Penn-Kekana L. Mistreatment of women in childbirth: time for action on this important dimension of violence against women. PLoS Med. 2015; 12(6). Disponível: https://doi.org/10.1371 journal.pmed.1001849.
- Oliveira TR, Costa REOL, Monte NL, Veras JMMFV, Sá MIMR. Percepção das mulheres sobre violência obstétrica. Rev enferm UFPE on line. 2017 jan; 11(1):40-6. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/bde-3027


