Mortalidade materna no estado de Minas Gerais: análise do período de 2010 a 2019
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv6n3-137Keywords:
saúde da mulher, mortalidade materna, acesso aos serviços de saúde, assistência integral à saúde da mulherAbstract
Introdução: A mortalidade materna apresenta-se como importante tópico em saúde pública, em âmbito mundial e nacional. Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico das mortes maternas ocorridas no estado de Minas Gerais, no período de 2010 a 2019. Metodologia: Estudo descritivo, transversal e retrospectivo, a partir de dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC). A população foi caracterizada de acordo com as variáveis disponíveis no SIM, sendo elas: faixa etária da mãe, raça/cor, escolaridade, estado civil, tipo de causa obstétrica (direta, indireta e não especificada), período da gravidez ou do puerpério e causa da morte segundo CID-10. Os dados foram tabulados e submetidos à análise descritiva de frequência relativa e absoluta, bem como ao cálculo da Razão de Mortalidade Materna (RMM) e Razão de Mortalidade Materna Específica (RMME). Resultados: No período de 2010 a 2019 foram notificados 1168 óbitos maternos em Minas Gerais, predominando mulheres pretas e pardas (n=730; 62,5%); solteiras (n=503; 43,1%); entre 30 e 39 anos (n=528; 45,2%); que possuíam entre 8 e 11 anos de estudo (n= 473; 37,4%); óbitos durante o puerpério, até 42 dias após o parto (n=665; 56,9%); devido a causas obstétricas diretas (n=895; 76,6%). Conclusão: O perfil epidemiológico das mortes maternas aponta que fatores como idade, raça/cor, estado civil e escolaridade são relevantes na caracterização da mortalidade materna e devem ser considerados na tentativa de melhorar a assistência de saúde no ciclo gravídico-puerperal.
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