Perfil da mortalidade materna no sudeste brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv6n3-083Keywords:
mortalidade materna, perfil epidemiológico, complicações na gravidezAbstract
A mortalidade materna é um grave problema de saúde pública, notoriamente nos países em desenvolvimento, onde ocorrem 99% dos óbitos maternos. O número de mortes maternas no Brasil a cada 100 mil nascidos vivos aumentou 94,4% durante a pandemia de COVID-19. A mortalidade materna é indicativo importante na qualidade de vida da população, pois grande parte das mortes são precoces e evitáveis, atingindo a população com baixo nível socioeconômico, refletindo sobre a desorganização, a desarticulação, a desigualdade de gênero e baixa qualidade da assistência nos serviços de saúde prestada a esse grupo. Objetiva-se, neste artigo, caracterizar o perfil epidemiológico da mortalidade materna na região sudeste do Brasil. Trata-se de um estudo epidemiológico, de caráter retrospectivo e quantitativo. Foram incluídos no estudo mulheres residentes na região sudeste do Brasil, que foram a óbito durante a gestação, parto ou puerpério, entre os anos de 2010 a 2020. Nota-se que foram registrados 6.631 óbitos, o que equivale a uma Razão de Mortalidade Materna (RMM) de 54,4 óbitos a cada 100 mil nascidos vivos nesse período. O perfil epidemiológico predominante foi de mulheres da raça branca com idade de 30 a 39 anos com baixa escolaridade, sendo as principais causas de óbito materno, aborto e hipertensão gestacional com proteinúria. Ademais, a título de recomendação, pesquisas relacionadas a outras regiões do Brasil e com a atualização anual sobre essa temática devem ser realizadas para que auxiliem os profissionais e órgãos de saúde em intervenções, tratamentos e na implementação de medidas preventivas.
References
World Health Organization/United Nations Children's Fund/United Nations Population Fund/World Bank. Trends in maternal mortality: 1990 to 2008. Estimates developed by WHO, UNICEF, UNFPA and The World Bank. September 2010.
UNFPA: mortalidade materna no Brasil aumentou 94,4% durante a pandemia. Nações Unidas Brasil. 2022. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/203964-unfpa-mortalidade-materna-no-brasil-aumentou-944-durante-pandemia
BRASIL. Ministério da Saúde. Pacto nacional pela redução da mortalidade materna e neonatal. Brasília, 2004.
SOMBRIO, S. N. et al. Razão de mortalidade materna na região sul do Brasil no período de 1996 a 2005. Arquivos Catarinenses de Medicina, Santa Catarina, v. 40, n. 3, p. 56-62, 2011.
TORRES, N. M. F. et al. Mortalidade materna no Nordeste brasileiro. Rev. de Casos e Consultoria, v. 12, n. 1, 2021.
SANTOS, L. O. et al. Estudo da mortalidade materna no Nordeste Brasileiro, de 2009 a 2018. Rev. Eletrônica Acervo Saúde, v. 13, n. 2, p. 1-9, 25 fev. 2021.
SOUZA, J. P. A mortalidade materna e os novos objetivos de desenvolvimento sustentável (2016-2030). Rev. Bras. de Ginecologia e Obstetrícia, v. 37, n. 12, 2015.
MENDONÇA, I. M. et al. Tendência da mortalidade materna no Estado do Rio de Janeiro, Brasil, entre 2006 e 2018, segundo a classificação CID-MM. Cadernos de Saúde Pública, v. 38, n. 3, 2022.


