Uso de psicofármacos por estudantes de medicina e engenharias

Authors

  • Nadyne Martins Silva
  • Eduardo Ribeiro Sene
  • Luana Vilela Matos
  • Gabriel Magalhães Roque
  • Andreia Elaine da Silva Cabral
  • Lara Cândida de Sousa Machado
  • Renato Canevari Dutra da Silva
  • Fábio Vieira de Andrade Borges

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv6n3-013

Keywords:

Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, metilfenidato, automedicação

Abstract

Os psicoestimulantes são substâncias que aumentam o estado de alerta e a motivação, além de apresentarem propriedades antidepressivas, e melhora do humor e desempenho cognitivo, sendo recomentados no tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Porém o seu uso indevido por parte dos estudantes, sem sua devida indicação, é preocupante. Os estudantes, particularmente de Medicina são um dos grupos mais vulneráveis ao consumo indevido dessas substâncias, já que objetivam aumentar a concentração nos estudos. Porém seu uso irregular e indiscriminado pode acarretar em sérios problemas a saúde mental dos estudantes e vir a causar dependência com o uso desenfreado. Tendo em vista isso, foi realizado um estudo transversal, quantitativo e observacional envolvendo adultos jovens na faixa etária superior aos 18 anos. Foi aplicado um questionário acerca de questões como: curso, idade, moradia, sexo, raça, substância usada, questões envolvendo sintomas de TDAH, uso de substâncias sem prescrição médica e tempo de uso. No total, foram obtidas 79 respostas, sendo que 53,2% correspondiam ao sexo feminino, 37,1% do curso de medicina, 58,2% da raça branca, 69,9% solteiros e 65,8% frequentaram escola particular antes de entrar na faculdade. Quanto a faixa etária 82,8% tinham menos que 24 anos. De todos os entrevistados, 65,8% afirmaram já ter feito o uso de substâncias psicoativas. Mais da metade dos participantes (51,4%) alegaram ter feito uso para estudar por longas horas ou em véspera de prova. Ao serem questionados sobre o início de uso de tais substâncias, 45,8% relataram ter iniciado na faculdade, 29,2% durante o ensino médio e 25% no cursinho. Sendo assim, observou-se a importância de orientar os estudantes quanto ao uso inadequado de medicações psicoestimulantes e seus efeitos colaterais, e incentivar meios saudáveis e não invasivos de obter melhores rendimentos acadêmicos.

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Published

05/04/2023

How to Cite

SILVA, N. M.; SENE, E. R.; MATOS, L. V.; ROQUE, G. M.; CABRAL, A. E. da S.; MACHADO, L. C. de S.; DA SILVA, R. C. D.; BORGES, F. V. de A. Uso de psicofármacos por estudantes de medicina e engenharias. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 6, n. 3, p. 8537–8543, 2023. DOI: 10.34119/bjhrv6n3-013. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/59390. Acesso em: 19 oct. 2026.

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Original Papers