Neurocisticercose: uma revisão dos aspectos sociais, clínicos e fisiopatológicos
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv6n2-261Keywords:
Taenia solium, sistema nervoso central, neurocisticercose, manifestações clínicas, suínosAbstract
O Sistema Nervoso Central (SNC) do organismo humano pode ser acometido pela neurocisticercose, uma parasitose relacionada à falta de saneamento básico e ao baixo desenvolvimento socioeconômico. Todavia, percebe-se a carência de políticas públicas voltadas à doença, de modo que seu controle é incipiente e depende de ações pontuais adotadas localmente, o que contrasta com a correlação da infecção com a condição da infraestrutura sanitária. Além disso, seu diagnóstico é dificultado em face da ausência de um quadro patognomônico, de forma que suas manifestações fisiopatológicas se mostram abrangentes. Como consequência, a fim de confirmar o diagnóstico, usualmente são necessários recursos mais avançados de neuroimagem, os quais nem sempre se encontram à disposição. Essa revisão de literatura, nesse cenário, mostra-se relevante ao colocar em destaque uma enfermidade negligenciada (no que diz respeito à atenção governamental) que afeta o quadro de saúde pública, a fim de compreender os aspectos fisiopatológicos e sociais da neurocisticercose a serem levados em consideração na criação de futuras estratégias de controle e combate da doença. O presente estudo detém, como objetivos, compreender a neurocisticercose e os elementos a ela relacionados, descrevendo sua etiologia e fisiopatologia, e identificando a influência dos aspectos sociais na incidência dessa enfermidade. A metodologia empregada foi a busca e análise de produções científicas publicadas nas plataformas online SciELO, PubMed e LILACS, além de dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) e do Censo Demográfico.
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