Diagnóstico tardio de Transtorno do Espectro Autista e seus impactos sociais e clínicos
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv6n2-199Keywords:
transtorno do espectro autista, diagnóstico tardio, impacto psicossocialAbstract
Este artigo buscou, por meio de uma revisão narrativa de literatura, descrever os fatores associados ao diagnóstico tardio do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a repercussão social e clínica deste atraso na população adulta. O autismo é definido como um distúrbio complexo de desenvolvimento comportamental, com diversas etiologias e manifestações de gravidade diferentes. Devido a esses e outros fatores, o diagnóstico do transtorno é um processo complicado, o que leva muitas vezes a uma detecção tardia. A realização do diagnóstico precoce do TEA é importante pois favorece a orientação e aceitação dos pais e a implantação de medidas intervencionistas precoces, que auxiliam na diminuição das consequências do transtorno, sendo que o menor tempo para adoção dessas medidas relaciona-se a um melhor prognóstico. Dessa forma, a detecção tardia desencadeia inúmeros prejuízos cognitivos e maior incidência de transtornos de humor e ansiedade. Portanto, devido aos impactos negativos de um diagnóstico tardio, reforça-se a importância do desenvolvimento de novos métodos para detecção precoce associados a maior capacitação profissional, a fim de tornar o diagnóstico mais eficiente, melhorando o prognóstico e fornecendo maior qualidade de vida ao indivíduo.
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