Perfil epidemiológico da Tuberculose nos profissionais de saúde de 2014 a 2021 no estado de Pernambuco
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv6n2-144Keywords:
Tuberculose, epidemiologia, incidência, profissional de saúdeAbstract
Introdução: Apesar do passar dos anos e do desenvolvimento acelerado da tecnologia, a Tuberculose ainda é um problema de saúde pública global. No mundo, a cada ano, cerca de 10 milhões de pessoas adoecem. No entanto, apesar de ainda ser um risco para a população, é importante salientar que os profissionais da área de saúde são um grupo de risco para essa doença, e esse é um tema pouco discutido ou minimizado quando se fala de combate à Tuberculose. Objetivo: Nessa perspectiva, o estudo busca investigar o perfil epidemiológico da tuberculose em profissionais de saúde no Estado de Pernambuco, entre os anos de 2014 a 2021. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico observacional do tipo descritivo cujos dados pré-existentes foram obtidos a partir do Sistema de Informações de Mortalidade (SINAN), banco de dados secundários de abrangência nacional disponibilizado pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). O estudo abrangeu todos os casos novos de tuberculose nos profissionais de saúde no estado de Pernambuco, diagnosticados e registrados no período de 2014 a 2021. As variáveis independentes analisadas foram relacionadas ao sexo, diabetes Melittus, coinfecção por HIV, tabagismo, alcoolismo, uso de drogas ilícitas e abandono do tratamento. Resultados: No período estudado foram confirmados 379 profissionais infectados. No ano de 2014, foram notificados 4, enquanto que em 2015 esse número se elevou para 32, um aumento de 700% no número de casos. Do total notificado, 40,95% foram do sexo masculino e 59,05%, do sexo feminino. A respeito de outras condições, dentre os notificados 8,7% possuíam HIV e 11,34%, Diabetes Mellitus 2. Ainda considerando esse grupo de profissionais de saúde, 7,12% são alcoolistas, 11,34% são usuários de drogas ilícitas e 10,55% fazem uso do cigarro. O estudo também revelou uma relação linear positiva entre as taxas de incidência de tuberculose em profissionais de saúde pernambucanos e o tempo, que foi possível através da construção de um gráfico de dispersão das taxas de incidência em relação ao ano. Discussão: Os profissionais da área de saúde pública estão entre o grupo de risco para infecção de tuberculose, sendo esse risco associado ao tempo de exposição desses profissionais aos pacientes tuberculínicos, assim como o descuido no manejo com os doentes. Conclusão: Dessa forma, a respeito do perfil epidemiológico da tuberculose em profissionais de saúde no estado de Pernambuco, a partir dos resultados no estudo, foi possível destacar a prevalência de casos entre o sexo feminino. Como fatores de riscos principais, se destacaram no grupo, o HIV e a Diabetes Mellitus. A análise de dados também evidenciou práticas que são características do perfil epidemiológico em questão e que se relacionam com parte expressiva dos casos, tais como o alcoolismo, uso de drogas ilícitas e tabagismo. A Tuberculose é um grande problema de Saúde Pública no Estado de Pernambuco, tendo em vista sua repercussão na população em geral e nos profissionais de saúde do Estado, o que mostra que é um problema que não pode ser ignorado ou deixado em segundo plano.
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