Plano de parto e sua importância no processo de parturição

Authors

  • Larissa Brandolin da Silva
  • Raissa Janine de Almeida
  • Stella Godoy Silva e Lima
  • Ana Paula Pinho Carvalheira

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv6n2-122

Keywords:

planejamento de assistência ao paciente, enfermagem, saúde da mulher, parto humanizado

Abstract

Objetivo: Analisar, através de uma revisão integrativa da literatura, a construção do Plano de Parto e sua importância no processo de parturição. Método: Trata-se de uma revisão integrativa. A busca dos artigos foi realizada no período de fevereiro a setembro de 2022, nas seguintes bases de dados: Literatura da América Latina e Caribe e Scientific Electronic Library Online. Foram encontrados 5.936 artigos, dos quais 10 foram selecionados após definição dos critérios de inclusão e exclusão. Resultados: Percebeu-se que é fundamental a consulta de enfermagem focada na individualidade de cada gestante, a elaboração do plano de parto como proposta de educação em saúde e a adequada assistência prestada no pré-natal. Além disso, é necessário respeitar e estimular o protagonismo da mulher, considerando a promoção das boas práticas ao parto e nascimento. Conclusão: Esta revisão permitiu identificar a importância relacionada à construção do Plano de Parto, visto que sua utilização favorece a humanização da assistência ao cuidado, autonomia, empoderamento e protagonismo da mulher. No que diz respeito à enfermagem, por ser o profissional presente durante todo o ciclo gravídico-puerperal e ter como competência fornecer informações e conhecimentos de qualidade, a incorporação do Plano de Parto nas suas práticas, representa grande valor.

References

Santos RAA, Melo MCP, Cruz DD. Trajetória de humanização do parto no Brasil a partir de uma revisão integrativa de literatura. Caderno Cultura Ciência. 2015; 13 (2): p.77-89.

Suárez-Cortés M, Armero-Barranco D, Canteras-Jordana M, Martínez-Roche ME. Use and influence of Delivery and Birth Plans in the humanizing delivery process. Rev Lat Am Enfermagem. 2015; 23 (3): 520-6.

Silva ALNV, Neves AB, Sgarbi AKG, Souza RA. Plano de parto: ferramenta para o empoderamento de mulheres durante a assistência de enfermagem. Revista de Enfermagem da UFSM, 2017; 7(1), 144–151.

World Health Organization (WHO). Safe motherhood division of reproductive. Maternal and newborn health. Safe motherhood. Care in Normal Birth: a practical guide. Genebra: WHO; 1996.

World Health Organization (WHO). WHO recommendations: intrapartum care for a positive childbirth experience. Geneva: WHO; 2018.

Jardim MJA, Silva AA, Fonseca LMB, et al. The Nurse’s Contributions in Prenatal Care Towards Achieving the Pregnant Women Empowerment. Rev Fund Care Online. 2019.11(n. esp):432-440.

Leal MC, Pereira APE, Domingues RMSM, Filha MMT, Dias MAB, Pereira MN, Bastos MH, Gama SGN. Intervenções obstétricas durante o trabalho de parto e parto em mulheres brasileiras de risco habitual. Cad Saúde Pública. 2014; 30 (1): 17-47.

Demarche Frutuoso L, Brüggemann OM, Monticelli M, Oliveira ME, Costa R. Percepções do acompanhante de escolha da mulher acerca da organização e ambiência do centro obstétrico R. pesq. cuid. fundam. online [Internet]. 2017; 9 (2):363-70.

Hidalgo-Lopezosa P. O cumprimento do plano de parto e sua relação com os resultados maternos e neonatais. Rev Latino-Am Enfermagem. 2017; 25 (2053): 1-6.

Aragon M, Chhoa E, Dayan R, Kluftinger A, Lohn Z, Buhler K. Perspectives of expectant women and health care providers on birth plans. J Obstet Gynaecol Can. 2013; 35 (11): 979-985.

Gomes RPC, Silva RS, Oliveira DCC, Manzo BF, Guimarães GL, Souza KV. Plano de parto em rodas de conversa: escolhas das mulheres. Reme - Rev Min Enferm. 2017; 21 (1033): 1-8.

SILVA JC, Rodrigues MS. Boas práticas na assistência ao parto: implicações do plano de parto. Rev Bras Ciênc Vida. 2017; 5 (4): 1-27.

Brasil. Ministério da Saúde. Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde. Diretrizes nacionais de assistência ao parto normal: versão resumida. Brasília, 2017.

Suhre PB, Costa AEK, Moreshi C. Sistematização da Assistência de Enfermagem: percepções de gestantes acompanhadas em uma unidade básica de saúde. Rev Espaço Ciência & Saúde. 2017; 5 (1): 20-31.

Moher D, Liberati A, Tetzlaff J, Altman DG, PRISMA Group. Preferred reporting items for systematic reviews and meta-analyses: the PRISMA statement. PLoS Med. 2009;6(7):e1000097.

Lockwood C, Porrit K, Munn Z, Rittenmeyer L, Salmond S, Bjerrum M, et al. Systematic reviews of qualitative evidence. In: Aromataris E, Munn Z, editors. JBI manual for evidence synthesis [Internet]. North Adelaide: JBI; 2020. Cap. 2. Disponível em: https://synthesismanual.jbi.global.

Torres KN, RACHED CDA. A importância da elaboração do plano de parto e seus benefícios. International journal of health management review. 2017; 3 (2): 1-30.

Domingues RMSM, Viellas EF, Dias MAB, Torres JA, Theme-Filha MM, Gama SGN, et al. Adequação da assistência pré-natal segundo as características maternas no Brasil. Rev Panam Salud Publica. 2015;37(3):140–7.

Gomes CBA, Dias RS, Silva WGB, Pacheco MAB, Sousa FGM, Loyola CMD. Consulta de enfermagem no pré-natal: narrativas de gestantes e enfermeiras. Texto Contexto Enferm [Internet]. 2019; 28:e20170544.

Dantas CN, Santos VEP, Tourinho, FSV. Nursing consultation as a technology for care in light of the thoughts of Bacon and Galimberti. Texto Contexto Enferm. 2016; 25 (1): 2-8, 2016.

Rocha, AC, Andrade, GS. Atenção da equipe de enfermagem durante o pré-natal: percepção das gestantes atendidas na rede básica de Itapuranga – GO em diferentes contextos sociais. Revista Enfermagem Contemporânea. 2017; 6(1), 30–41

Tomaschewski-Barlem JG, Lunardi VL, Barlem ELD, Silveira RS, Ramos AM, Piexak DR. Advocacia do paciente na Enfermagem: barreiras. Texto Contexto Enferm, 2017; 26 (3): e0100014.

Medeiros RMK, Figueiredo G, Correa ACP, Barbieri M. Repercussões da utilização do plano de parto no processo de parturição. Rev Gaúcha Enferm. 2019; 40: e20180233.

Santos FRS, Souza PA, Lansky S, Oliveira BJ, Matozinhos FP, Abreu ALN, Souza KV, Pena ED. Os significados e sentidos do plano de parto para as mulheres que participaram da Exposição Sentidos do Nascer. Cad. Saúde Pública 2019; 35(6):e00143718.

Biescas H, Benet M, Pueyo MJ, Rubio A, Pla M, Pérez-Botella M, Escuriet R. A critical review of the birth plan use in Catalonia. Sex Reprod Healthc. 2017 Oct; 13:41-50.

Kalisa R, Malande OO. Birth preparedness, complication readiness and male partner involvement for obstetric emergencies in rural Rwanda. Pan Afr Med J. 2016 Oct 17;25:91.

Oliveira LR, Goulart APA, Medeiros LBA, Freitas GA, Scalia LAM, Freitas, EAM. Plano de parto como estratégia auxiliadora na redução das taxas de cesarianas –uma revisão literária. Braz. J. Hea. Rev, Curitiba, 2020; 3 (6): 18914-18928.

Brasil. Presidência da República. Lei no 11.108, de 7 de abril de 2005. Garante as parturientes o direito à presença de acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, no âmbito do SUS [Internet]. Diário Oficial da União, Brasília (DF), 2005.

Melo BM, Gomes LFS, Henriques ACPT, Lima SKM, Damasceno AKC. Implementation of good practice in assistance to labor at a reference maternity. Rev Rene, 2017; 18 (3): 376-382.

Monguilhott JJC, Brüggemann OM, Freitas. PF, d’Orsi E. Nascer no Brasil: a presença do acompanhante favorece a aplicação das boas práticas na atenção ao parto na região Sul. Rev Saude Publica. 2018; 52:1.

Lawrence A, Lewis L, Hofmeyr GJ, Dowswell T, Styles C. Maternal positions and mobility during first stage labour. Cochrane Database Syst Rev. 2009; (2): CD003934.

Moore ER, Bergman N, Anderson GC, Medley N. Early skin‐to‐skin contact for mothers and their healthy newborn infants. Cochrane Database of Systematic Reviews 2016, Issue 11. Art. No.: CD003519.

Sousa AMM, Souza KV, Rezende EM, Martins EF, Campos D, Lansky S. Practices in childbirth care in maternity with the inclusion of obstetric nurses in Belo Horizonte, Minas Gerais. Esc Anna Nery 2016; 20 (2): 324-331.

Gokhan Acmaz, Evrim Albayrak, Gokalp Oner, Murvet Baser, Gulsum Aykut, Gulender Tas Tekin, Gokmen Zararsiz, Iptisam Ipek Muderris. The effect of the Kristeller maneuver on maternal and neonatal outcomes. Arch Clin Exp Surg. 2015; 4 (1): 29-35.

Paladino SL, Jaschke AC, Pereira EM, Lucas LF, Santana NB, Moletta AK, Lessa DM, Dia LS. Adoção das boas práticas de atenção ao parto e ao nascimento em um centro obstétrico no Norte de SC. Brazilian Journal of Development, 2020; 8 (11): 75797-75818.

Published

03/20/2023

How to Cite

DA SILVA, L. B.; DE ALMEIDA, R. J.; E LIMA, S. G. S.; CARVALHEIRA, A. P. P. Plano de parto e sua importância no processo de parturição. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 6, n. 2, p. 5978–5992, 2023. DOI: 10.34119/bjhrv6n2-122. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/58250. Acesso em: 18 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers