Estenose aórtica grave assintomática: atuais perspectivas terapêuticas

Authors

  • Ana Elisa Assad Teixeira Vargas
  • Arthur Zambon Piumbini
  • Francisco Pedroni Moreira
  • Maria Clara Assad Teixeira Vargas
  • Salomão Lyra Coura Nunes de Faria
  • Raissa Boecher Vargas
  • Bárbara Vieira Moraes

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv6n2-095

Keywords:

assintomática, cirurgia cardiovascular, Estenose Aórtica, tratamento, valvulopatia

Abstract

A estenose aórtica (EA) é uma valvulopatia comum na prática clínica e a substituição cirúrgica da válvula  é indicada para os casos graves sintomáticos. Entretanto,  para os casos assintomáticos o tratamento permanece controverso. Estudos indicam que grande parte desses pacientes apresentarão sintomas nos próximos anos, necessitando de cirurgia, e que, nesse período, o risco de danos cardíacos irreversíveis aumentam. Por outro lado, a intervenção precoce também oferece riscos. A avaliação inicial da EA grave assintomática consiste em diversas modalidades de exames e a ecocardiografia é utilizada para a avaliação da etiologia, gravidade e progressão da doença. É considerado como EA grave pacientes que apresentarem gradiente médio maior que 40 mmHg, área da válvula menor que 1 cm2 e velocidade máxima maior que 4 m/s na ecocardiografia. Entretanto, outros exames também podem ser úteis, como teste de esforço, ressonância magnética, eletrocardiograma, hemograma, eletrólitos séricos e biomarcadores cardíacos. Normalmente, a cirurgia para a EA grave assintomática é indicada quando a fração de ejeção ventricular esquerda for menor ou igual a 50%, quando houver baixo risco cirúrgico e quando o teste de esforço for anormal. Em contrapartida, a cirurgia é contraindicada quando esta é improvável de melhorar a qualidade de vida e em pacientes que possuem comorbidades graves. Quanto à técnica, há a substituição cirúrgica da válvula aórtica e a substituição transcateter da válvula aórtica, uma alternativa menos invasiva. Embora a decisão entre espera vigilante ou cirurgia precoce para os pacientes com EA assintomática grave ainda não seja bem estabelecida, a chave para o gerenciamento consiste em uma abordagem multidisciplinar e na preferência do paciente.

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Published

03/16/2023

How to Cite

VARGAS, A. E. A. T.; PIUMBINI, A. Z.; MOREIRA, F. P.; VARGAS, M. C. A. T.; DE FARIA, S. L. C. N.; VARGAS, R. B.; MORAES, B. V. Estenose aórtica grave assintomática: atuais perspectivas terapêuticas. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 6, n. 2, p. 5649–5655, 2023. DOI: 10.34119/bjhrv6n2-095. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/58147. Acesso em: 18 oct. 2026.

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Original Papers