Fatores associados a benefícios e complicações da miomectomia
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv6n2-011Keywords:
miomectomia, histerectomia, leiomiomas, mioma uterinoAbstract
Leiomiomas uterinos, conhecidos de forma popular como miomas, e são neoplasias benignas, na maior parte apresentadas em mulheres na idade reprodutiva, apresentando-se de forma assintomática em geral e quando apresentam-se sintomaticamente, afetam a qualidade de vida da mulher, apresentando um sangramento anormal, infertilidade, dor pélvica e recorrência de abortos. Estudos relatam que existe uma maior frequência em mulheres de etnia negra acometidas com o quadro de miomas. Acredita-se que o crescimento de miomas está diretamente relacionado as elevações de níveis séricos de hormônios do tipo estrogênio, gonadotrofina coriônica e progesterona, além do aumento do aporte sanguíneo do útero. O diagnóstico de mioma uterino se dá a partir de anamnese e exames ginecológicos, no exame de toque vaginal de rotina, pode apresentar aumento uterino e alterações no contorno, onde uma ultrassonografia é um exame complementar que pode ser considerado útil para mais achados clínicos, como por exemplo a extensão do mioma apresentada no endométrio. A partir disto é decidido pelo médico, qual a melhor forma se tratamento, tal como por meio medicamentoso, radiofrequência, embolização arterial uterina ou por método cirúrgico, a decisão dependerá principalmente das características do tumor, sintomas e idade da paciente. A histerectomia é atualmente a forma mais ideal para o tratamento de mioma, onde a remoção destes miomas submucosos são relativamente fáceis. A infertilidade está associada aos miomas em 5 a 10% dos casos, quando exclusas todas as possíveis causas de infertilidade, esse número reduz para 2 a 3% dos casos.
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